Viagem

A incrível história da montanha que funcionava como bar há 1000 anos

por: Gabriela Glette

Uma das coisas que o isolamento social faz conosco é evidenciar a falta que as coisas mais simples fazem em nossas vidas. Claro que sentimos falta de viajar de avião, mas o que está nos matando de saudade mesmo, é de sentar em uma mesa de bar, sem o menor distanciamento seguro, dividir aquela cerveja de litrão e passar horas discutindo de assuntos banais à teorias quânticas com os amigos. Esta prática, no entanto, não é nem de longe contemporânea. Há mais de 1000 anos, no Peru, a civilização Wari costumava se reunir em uma montanha para confraternizar e beber, o que hoje chamamos de bar.

Cerro Baul

O povo Wari habitou boa parte do Peru entre os séculos 6 e 12, muito antes do Império Inca. Eles construíram uma malha de estradas e redes de irrigação, o que os tornou cada vez mais influentes, no entanto, eram conhecidos por resolver as coisas na base da violência, sacrificar as populações locais e expor cabeças decepadas em praça pública. Entre uma conquista e outra, eles paravam para beber umas no Cerro Baúl, que posteriormente foi onde eles também se instalaram.

cerveja nas montanhas

No topo desse platô, eles criaram um centro de entretenimento que servia banquetes e bebida ancestral consumida até hoje em vários lugares da América Latina. Esta bebida era feita basicamente de milho e

possui várias semelhanças com a cerveja que bebemos hoje.
bar amigos
No ano de 1050 o Cerro Baúl viu sua última festa, templos e construções foram destruídos e quase tudo foi reduzido à cinzas. No entanto, os poucos wari que sobreviveram ao massacre cobriram tudo de areia, o que preservou as ruínas para que arqueólogos pudessem descobrir este incrível capítulo da história da humanidade. Enquanto não podemos sentar em uma mesa de bar, vamos viajando entre uma memória e outra.
bicicleta peru

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Fotos 1 e 4: Instagram

Fotos 2 e 3: Unsplash


Gabriela Glette
Uma jornalista e produtora de conteúdo que mora na França. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias. Gabriela também é fundadora do site Quokka Mag, onde fala apenas sobre coisas boas!

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