Entrevista Hypeness

África do Sul: ‘Não somos um laboratório’, diz embaixador ao rebater racismo e detalhar lockdown mais rígido do mundo

por: Kauê Vieira

A pandemia do novo coronavírus deixou o mundo e seus líderes políticos expostos. A catástrofe humana gerada pela doença que matou milhões de pessoas em tempo recorde e mergulhou todos os países do globo em uma crise econômica sem precedentes, é agravada com a atuação no mínimo duvidosa de alguns presidentes que insistem em diminuir os impactos já sentidos da covi-19.

– Joanesburgo: rolê no centro financeiro e cosmopolita da África do Sul pós-apartheid

No dia em que os Estados Unidos registram mais de 1 milhão de infectados pela covid-19, o país ainda analisa o discurso de Donald Trump, que sugeriu (ele diz que ironicamente) a injeção de desinfetante para brecar o progresso do vírus. No Brasil, vocês sabem, Jair Bolsonaro mandou dois ministros embora: Sergio Moro deixou a pasta da Justiça e Luís Henrique Mandetta foi mandado embora do Ministério da Saúde. Como se não bastasse, o presidente faz questão de caminhar pelas ruas, apertar as mãos das pessoas e até participar de manifestação pedindo a volta da ditadura. Resumindo, Bolsonaro faz tudo ao contrário do que é dito exaustivamente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

‘Fique em casa’, diz o outdoor em Cape Town

Em um período de tantas incertezas, o Hypeness  se debruça na análise das medidas aplicadas por um país com realidade muito parecida com o Brasil. A África do Sul, considerado um dos maiores centros econômicos do continente africano, tem muito para ensinar sobre controle, liderança e participação coletiva na contenção dos efeitos inevitáveis de uma pandemia. 

O país possui, até o fechamento desta reportagem, pouco mais de 4 mil casos confirmados  e 90 pessoas mortas pelo vírus. Mesmo diante de números tão baixos em comparação, por exemplo, com o Brasil, que se aproxima dos 67 mil positivos e conta até aqui ao menos 4,555 mortos, a África do Sul não esmoreceu e mantém em curso medidas rígidas de isolamento social.

– Sem Winnie Mandela, o mundo e as mulheres negras perdem mais uma rainha da luta antirracista

Conversamos com exclusividade com o embaixador sul-africano no Brasil, Ntsiki Mashimbye, que detalhou a atuação da administração de Cyril Ramaphosa para atravessar este momento difícil. O diplomata conta que o primeiro caso positivo foi detectado pelas autoridades no dia 5 de março. Mashimbye destaca a ação rápida do governo, que 10 dias depois e com 400 casos confirmados, declarou Estado Nacional de Desastre, implementando um dos sistemas de lockdown mais rígidos do mundo. 

“Declarar estado nacional de desastre 10 dias após o primeiro caso, demonstra que o governo Ramaphosa encarou a doença com seriedade. Isso reflete o que está acontecendo hoje, porque foi uma decisão importante, que mostra que não há mágica para lidar com o vírus. Necessitamos de medidas firmes. A primeira medida é a de distanciamento social. Fique em casa. Não muito depois do Estado Nacional de Desastre, um lockdown completo foi declarado pelo presidente Ramaphosa”, destaca o embaixador em entrevista ao Hypeness.  

A África do Sul entrou em isolamento social com 400 casos positivos

O país está imerso em um dos esquemas de isolamento social mais restritivos do mundo desde 27 de março. Apenas serviços essenciais, como o trânsito de profissionais de saúde, de alguns setores financeiros e jornalistas, são permitidos. Os passos mais importantes são informados pela presidência em pronunciamentos constantes na televisão. 

Para o embaixador da África do Sul no Brasil, embora estejamos, nas palavras dele, “em águas nunca navegadas”, o lockdown ajudou a diminuir a incidência de casos. “Devo dizer que estou feliz com a maneira com que os sul-africanos responderam aos apelos do presidente Ramaphosa. E é por isso que você está certo quando diz que o lockdown parece estar funcionando. Eu acho que está”.

– 25 anos depois de Mandela, África do Sul aposta no turismo e diversidade para crescer

Mashimbye ressalta ainda que “o que aconteceu até aqui nos dá evidências para dizer que o lockdown e outras medidas de isolamento social realmente funcionam. Não vemos algo assim há pelo menos um século. As pessoas não estão acostumadas a ficar em casa e perderem sua liberdade. O presidente Ramaphosa sempre esteve determinado em fazer duas coisas: a primeira, salvar vidas. A segunda, garantir as necessidades básicas das pessoas. São ações que não podem ser tomadas separadamente”, encerra.  

Exposed de desigualdades 

É uma boa premissa quando um governo entende que o isolamento social é um dos pilares para impedir o crescimento descontrolado da curva de doentes. Só assim o sistema de saúde terá condições de atender a maioria das pessoas acometidas pelo vírus. Imagine países que não entendem o mínimo? Pois é…

No entanto, o que torna essa pandemia diferente de outros eventos marcantes ao longo da história é o poder de expor as desigualdades sociais que costuram a vida da maioria das pessoas. Na África do Sul não é diferente. Aliás, a realidade de grandes cidades como Joanesburgo não está distante do cenário vivido em São Paulo, por exemplo. 

A situação dos sem-teto preocupa

Lá e cá, a situação dos sem-teto preocupa. Joanesburgo possui entre 8 mil e 20 mil pessoas em situação de rua em uma população total de 4 milhões de habitantes. Desde o início do esquema de lockdown, críticos apontam falhas do governo em garantir a segurança dessa parcela da sociedade. 

“Brasil, Europa, os Estados Unidos, todos os países enfrentam o desafio de lidar com a situação de pessoas que não têm onde morar. Este, no entanto, é um enfrentamento que está previsto nos planos de governos”, ressalta o embaixador Ntsiki Mashimbye.

– Com autores negros, biblioteca na quebrada aposta na subversão contra o racismo

O governo federal transformou uma série de espaços de cidades como Durban e Cape Town em abrigos para sem-teto. A iniciativa, todavia, foi alvo de reclamações dos usuários. O Eyewitness News informa que muitas pessoas ainda não receberam cobertores e enfrentam dificuldades na alimentação. 

“O presidente Ramaphosa, em pronunciamento à nação, anunciou a criação de um fundo adicional de 20 bilhões de rands (1 bilhão de dólares) disponível para que governos locais possam aumentar o estoque de água, garantir o funcionamento seguro do transporte público e o cumprimento de outras medidas sanitárias. Portanto, estamos mostrando atividade com a implementação de medidas importantes garantindo que os mais vulneráveis – os sem-teto por exemplo -, não estejam entregues ao destino durante a pandemia”, se defende o embaixador. 

Para Mashimbye, a situação vivida pelos sem-teto não pode ser dissociada do Apartheid. Embora goze de eleições diretas desde 1994, o país ainda sofre com o racismo amplamente difundido no período de ausência de direitos civis para a população negra, que agora se vê ainda mais vulnerável diante da ameaça viral. 

“Estamos lidando, na África do Sul, com um déficit de moradia que ainda é reflexo da privação de liberdade por causa da cor de pele que existia há apenas 25 anos. As pessoas sem-teto, evidentemente, possuem poucas opções para se proteger do vírus, mas eu devo ressaltar que governo locais e a sociedade estão realizando todos os esforços possíveis para encontrar abrigos temporários”

O embaixador elogiou o esforço coletivo sul-africano

A BBC Africa diz que a presença de militares nas ruas é motivo de preocupação para os moradores das chamadas townships, o equivalente aos bairros mais pobres do Brasil. Registros dão conta de que no início da pandemia, 2.280 soldados foram designados para o cumprimento do lockdown. Agora, já são mais de 70 mil soldados no maior contingente para a resolução de problemas domésticos do país desde a instauração do regime democrático e a eleição de Nelson Mandela em 1994. Preocupações com excesso de força militar preocupa e oito pessoas foram mortas pela polícia desde o início do lockdown

70 mil soldados estão nas ruas da África do Sul

Pelo menos 8 pessoas foram mortas pela polícia no lockdown

“Como parte do projeto de expansão dos nosso esforços, criei uma força de defesa com 70 mil pessoas que vão atuar contra o coronavírus em diferentes partes do país”, declarou o presidente Cyril Ramaphosa, que é líder da União Africana, em pronunciamento na TV.  

Por falar em racismo e Apartheid, para a surpresa de um total de zero pessoas, dois médicos franceses sugeriram que cidadãos africanos fossem usados como cobaias para os testes de possíveis vacinas contra o novo coronavírus. A declaração causou irritação entre membros do governo sul-africano. 

A África do Sul, você deve saber foi um dos últimos países – talvez o último no continente africano – a encarar o racismo. Não só lidar com o racismo, mas lidar com um sistema de discriminação institucionalizado. 25 anos atrás. E, ironicamente, com todo o sofrimento de ser um dos últimos a se libertar dessa praga, obtivemos muitas lições que nos deram combustível para continuar a lutar contra o racismo e em todos os lugares do mundo em que ele esteja presente. O continente africano não é um laboratório e esse tipo de comportamento não deverá ser tolerado. Estou ciente que estes médicos pediram desculpas. Porém, estou mais satisfeito com o fato de que as pessoas ao redor do mundo não ficaram em silêncio diante destas notícias. Nós conhecemos nossa história e sabemos para onde pensamentos assim podem nos levar. Sabemos do passado e lembramos de 1939, por exemplo. Tudo se inicia dessa forma. Meu presidente, que é o líder da União Africana, deixou bem claro que tais comportamentos não serão tolerados.  Estamos gratos com o governo da França e seu povo, que também rejeitaram esse comportamento. Não somos um laboratório para outras  pessoas e não estamos preocupados com uma declaração tão irresponsável porque sabemos que a luta contra o racismo é de todo o mundo. E não será enfraquecida por tamanha irresponsabilidade. 

O embaixador também condenou notícias de que pessoas negras e cidadãos africanos estão sendo expulsos de hotéis e perseguidos pela polícia na China acusados de proliferação do vírus.

“Você sabe que, não faz muito tempo, nós sul-africanos saímos de um racismo institucionalizado contra pessoas que se parecem comigo e com você.  Esse histórico nos obriga a lutar contra o racismo em todo o lugar. Fomos muito claros com o governo chinês dizendo que o que ouvimos é intolerável. Condenamos e pedimos para que as autoridades chinesas façam o possível para impedir que isso aconteça. Meu país e a China possuem uma parceria estratégica e que oferece uma plataforma para discussões abertas e sólidas em todos os aspectos. Positivas e negativas. Fiquei feliz com a resposta firme do governo chinês”.

Coletivo para enfrentar o desafio 

Talvez uma das fraturas expostas dessa crise toda seja o egocentrismo de muitos líderes mundiais. No masculino mesmo, já que o desempenho das poucas mulheres chefes de Estado, caso da premiê da Nova Zelândia Jacinda Ardern, é digno de elogios. 

No mais, Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, disse há algumas semanas que seguiria apertando a mão das pessoas. O conservador e anti-imigração foi hospitalizado dias depois na UTI e reconheceu que teve a vida salva por uma equipe de enfermeiros estrangeiros. Na África do Sul, aparentemente, a participação coletiva venceu o ego. 

Presidente Cyril Ramaphosa: 10% do PIB para luta contra vírus

Médicos cubanos são recebidos em Durban

Pelo menos é o que diz o embaixador do país aqui no Brasil. Mashimbye destaca que a implementação do isolamento social não seria possível sem a participação de toda a sociedade. “Empresários, a academia, líderes sociais e políticos, todo mundo. As pessoas foram consultadas sempre. Nada, nada, é mais forte do que os voluntários que fazem parte do processo. As medidas de isolamento social não foram tomadas apenas pelo presidente, são decisões de um país”. 

O exercício participativo é uma boa notícia em um tempo em que as democracias parecem ainda mais fragilizadas. O embaixador sul-africano explica ao Hypeness que a ausência de um confronto inútil entre vidas e economia também ajudou. 

“A conversa não se deu por meio de um confronto entre economia e vida. Você não pode separá-los. A discussão foi sobre a nossa responsabilidade em salvar vidas. É a responsabilidade de um presidente, que se compromete, no juramento de posse, a proteger o Estado, que são as pessoas”

O diplomata assinala que a preocupação com vidas não impede a proteção da economia da África do Sul. “É um equilíbrio difícil, mas possível, com esforço coletivo. Nossa economia estava em uma posição antes do coronavírus e estamos cientes dos efeitos da pandemia. Por isso criamos um programa de três fases para proteger o bem-estar das pessoas”

“Um fundo solidário criado para incentivar a participação coletiva acumula mais de 1 bilhão de reais. O presidente realizou corte de salários de funcionários públicos do alto escalão, caso de diplomatas, líderes da oposição. O que vejo na África do Sul agora é o que vi no início de nossa democracia. Como somos unidos. Mas, essa união não veio de graça. Foi um apoio participativo para algo novo para todos nós”.

Assim como o Brasil, a África do Sul enfrenta o desafio do desemprego. Antes da pandemia, o país tinha uma taxa de 29% de pessoas sem trabalho. Números que, claro, devem subir ainda mais. A Bloomberg diz que o país utilizou cerca de 3 bilhões de rands em seguro-desemprego e que o fundo processou mais de 103 mil aplicações de 1.75 milhões de trabalhadores. 

Desemprego na África do Sul está em 29%

O presidente da economia mais industrializada da África usou mais uma vez a televisão para anunciar um plano de recuperação econômica que vai morder 10% do PIB. “A pandemia exige uma resposta econômica à altura do destruição causada”, argumentou Ramaphosa na TV. 

O embaixador deu detalhes do plano que inclui o empréstimo de 235 milhões de rands para pequenos comerciantes pelos próximos três meses. O governo diz que com isso vai proteger 11 mil empregos. 

Podemos citar o alívio de impostos para o comércio e o fundo de emergência que vai auxiliar empreendedores e trabalhadores informais. Na fase dois promove um suporte econômico histórico de 5 bilhões de rands, ou 10% do PIB da África do Sul. Vamos apoiar o país e proteger os empregos. A fase dois tem 4 tópicos: orçamento para responder à pandemia, suporte aos trabalhadores para, por fim, a reabertura econômica. A fase três prepara o caminho de recuperação e o elemento principal é o maior projeto de infraestrutura da república. É um caminho longo que vai auxiliar na recuperação econômica. Existem outras medidas, mas a chave é a infraestrutura.

África que ensina e mostra o caminho 

Parece utópico pensar na retomada do dia a dia da forma mais normal possível. A realidade já vivida por países como a Nova Zelândia, está distante do radar de nações como o Brasil e a própria África do Sul. Oficialmente, o lockdown segue até o fim do mês de abril, mas uma possível extensão não foi descartada. 

O embaixador adverte que a liberdade dos sul-africanos só será reconquistada com mapeamento e testes. “Os testes estão sendo feitos de maneira acelerada. Números atualizados dizem que estamos testando 30 mil pessoas por dia.  Não somos um país rico, mas temos a capacidade de testar as pessoas. Cerca de 2 milhões de pessoas foram testadas e desse total 20 mil foram selecionadas para outros testes, e eu acho que é por isso que os números de mortes foram restringidos o máximo possível. Temos grandes números de pessoas que se recuperaram”

Embaixador destaca importância dos testes

E adiciona: 

“Parte dos grandes números de recuperados se dá pela detecção rápida. O mapeamento é fundamental e deságuam nos testes. Não podemos testar todo mundo, mas os voluntários, 10 mil deles, batem de porta em porta mapeando as pessoas. O mapeamento não é tão caro quanto os testes. Precisamos incentivar as pessoas”

A África do Sul, apenas no dia 24 de abril, confirmou que 1.055 pessoas se recuperaram da covid-19. Mashimbye insiste que qualquer decisão sobre reabertura será feita com o envolvimento da sociedade. 

“Se um governo pretende impor qualquer decisão, como se vai ou não abrir o país economicamente, é preciso que haja um processo consultivo. Todos devem ser consultados. Fiquei muito feliz com a forma que o presidente Ramaphosa conversou com os sul-africanos, profissionais de saúde ou não, sobre voluntariado para testar as pessoas”

Ainda é cedo para dizer que o pior já está no passado da África do Sul, mesmo com o crescimento de infecções abaixo do esperado por profissionais de saúde. Por outro lado, dá pra concluir que liderança faz a diferença em situações delicadas. “Quanto mais seguirmos as medidas de isolamento e respeitarmos a quarentena, mais rápido teremos condições de estabilizar a curva e reaquecer a economia. Mas tem que ser feito com liderança”. 

Pessoas esperam para serem testadas

Medição de temperatura em Cape Town

“O presidente vai anunciar um programa de reabertura social e da economia. Qualquer medida abrupta e irresponsável de abertura pode provocar o aumento de casos. Temos a responsabilidade de proteger não só a economia, mas o bem-estar da sociedade e as vidas das pessoas. Não sei quantas fases teremos, mas devemos seguir ao menos 3 fases para a recuperação econômica”, amarra o embaixador. 

Aqui pra nós, seria tão bom se o Brasil se inspirasse menos nos passos dados por países como os Estados Unidos e olhasse um pouco mais para o lado. A África do Sul, com erros e acertos, passa ao mundo algumas mensagens importantes: vidas e pensamento coletivo devem aparecer antes de qualquer coisa. 

“A África do Sul pode ensinar algumas coisas: a primeira, poder de decisão. No entanto, você só pode atingir um poder de decisão satisfatório se trabalhar em conjunto e consultar a sociedade. Não se trata apenas de um processo de governo, ao lado de burocratas. A pandemia nos afetas. Somos 7 milhões de pessoas no mundo”. 

O país pretende realizar abertura gradual

Ntsiki Mashimbye encerrou o papo com elogios ao trabalho da imprensa. 

“Estou satisfeito e grato com a atenção que recebemos da imprensa internacional. Foi bastante positivo, não só sobre como estamos lidando com o coronavírus, mas pela mensagem que estamos passando sobre o distanciamento social. Medidas importantes para lutar contra o vírus, incluindo o seu trabalho. Obrigado pela plataforma. Só teremos condições de trocar nossas visões de como lidar com essa pandemia por meio de plataformas de comunicação como esta. Apenas pela mídia podemos atingir o máximo de pessoas possível”.

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Fotos: Getty Images


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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