Inspiração

Coronavírus: primeira-ministra da Nova Zelândia ‘dá aula’ de como governar em meio ao caos

12 • 04 • 2020 às 18:35
Atualizada em 12 • 04 • 2020 às 18:41
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

A sabedoria da internet nos pergunta em um meme o que há em comum entre a Alemanha, Bélgica, Nova Zelândia, Finlândia, Islândia e Dinamarca? E a resposta acende a reflexão: são países que vem lidando melhor com a pandemia do coronavírus – e são todos países governados por mulheres. Dessa lista, poucas mulheres governantes vem se destacando tanto, e mostrando uma maneira de fazer política, como a primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern. E em meios às dificuldades de liderar um país em plena pandemia, Ardern segue servindo de exemplo para o resto do mundo.

Jacinda em coletiva sobre o coronavírus © AP

Rapidamente a primeira-ministra estabeleceu como meta erradicar o Covid-19 de seu país. Para isso, estabeleceu uma das mais fortes quarentenas em todo o mundo, dirigindo-se à população através de comunicações claras e fortes, respondendo às dúvidas mais complexas, aliada de pesquisadores e cientistas. E a combinação de liderança forte e ciência vem trazendo os melhores resultados – em tudo opostos ao que vivemos, por exemplo, aqui no Brasil.

Policiais na Nova Zelândia coordenando a quarentena © Getty Images

Enquanto a desinformação e os aventureiros ideológicos pautam um presidente sem poder de liderança, na Nova Zelândia os resultados não poderiam ser mais claros: o país levou um mês para computar a primeira morte por covid-19 – e no momento computam-se 1.283 casos e somente 2 mortes. Os bons resultados, porém, não fizeram o país relaxar o isolamento – pelo contrário: para erradicar o coronavírus, Ardern já deixou claro que pretende intensificar a quarentena. A primeira-ministra é seguramente uma das mais fortes referências para uma nova maneira de se governar – na qual a vida se sobrepõe ao lucro e aos delírios de poder.

© Divulgação

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