Debate

Gabriela Prioli afasta rótulo de esquerda ou direita e fala sobre saída de programa da CNN

por: Karol Gomes

Em entrevista para as páginas vermelhas da Revista TPM, Gabriela Prioli confessou que é do tipo tagarela. Daquelas que, quando começa a falar, chama atenção de todos que estão assistindo. Isso pode explicar o sucesso dela na bancada do quadro “O Grande Debate”, da CNN Brasil – que até intimidou colegas de trabalho, que tentaram silenciá-la, sem sucesso. 

Mestre em direito penal pela Universidade de São Paulo e professora na pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ela sempre apareceu pronta para falar e para manter seus posicionamento firmes, junto de argumentos contundentes sobre temas polêmicos transcenderam a televisão e se espalharam pela internet

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Os vídeos de suas participações viralizaram e se transformaram até em lista das “jantadas” de Gabriela nos colegas de programa. Mas de nada adiantou que seus oponentes nos debates, Caio Coppolla e Tomé Abduch, e o mediador das discussões, o jornalista Reinaldo Gottino, sistematicamente interrompessem e atropelassem suas falas. Pelo contrário. Foi aí que sua voz ficou irrefreável.

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Apenas duas semanas depois da estreia na televisão – ela já havia feito participações como comentarista na TV Record e fazia vídeos em seu Instagram e no YouTube –, Gabriela anunciou, pelo Twitter, sua saída do programa alegando ter sido constrangida e não ter tido seu espaço de fala respeitado. “Me posicionei porque achei que era como deveria me comportar para ser coerente com tudo o que eu prego”, explicou, em entrevista à TPM.

Mas a crescente popularidade fez com que seus colegas se desculpassem e a CNN Brasil tratou de providenciar um programa à altura da estrela que lançou (ainda sem previsão de estreia).

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Aos 34 anos, a advogada não tem medo de se colocar, mas também não quer saber de rótulos. “Acho complicado definir se eu sou de direita, de esquerda, de centro-direita, centro-esquerda ou centro. Eu quero que as pessoas me escutem. Elas podem discordar de mim no final, mas quero que a gente permita o diálogo”, disse. 

Essa imparcialidade na fala da comentarista desagradou muitos de seus seguidores online e ela logo utilizou o Instagram para se justificar, dizendo que a intenção de não se rotular é fazer com que as pessoas a escutem propriamente, independente de posicionamento político.

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“A gente está vivendo num mundo tão polarizado, em que a discussão política da tomando um rumo tão afetivo que o foco das minhas conversas vem com essa abordagem. É como se fosse preciso se definir nas conversas mas a gente não tem um repertório bem formado nas pessoas que consomem a informação para entenderem o que quer dizer ser de direita ou de esquerda”, argumentou. 

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Foto: Reprodução / Instagram


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.


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