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Homem é preso por cárcere privado após ser barrado em banco por falta de máscara; entenda

por: Yuri Ferreira

Uma história bastante bizarra aconteceu na última sexta-feira (24) em Blumenau, Santa Catarina. Um casal tentou ir ao banco, mas o homem foi barrado na porta da agência por estar sem máscara. Sua companheira, que estava com o equipamento de proteção, conseguiu entrar na agência e revelar para uma atendente bancária que estava sendo mantida em cárcere privado por seu namorado há 2 semanas.

A atendente percebeu a seriedade do caso e ligou para a polícia. Logo a Delegacia de Proteção à Criança, Mulher, Adolescente e Idoso foi até o banco e prendeu o homem. Segundo a denúncia da namorada, ela estava trancada em casa desde a Páscoa sofrendo constantes agressões do companheiro, que era muito ciumento. A polícia aplicou a prisão preventiva ao agressor, que foi indiciado por ameaça, lesão corporal e cárcere privado. Uma medida protetiva também foi emitida pela Justiça catarinense.

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Polícia Civil agiu rápido e conseguiu prender homem que mantinha namorada em cárcere privado

Testemunhas oculares afirmaram que o homem ameaçava a mulher do lado de fora da agência caso ela contasse algo sobre o cárcere. Ele está detido no presídio de Blumenau e aguarda julgamento. A vítima foi levada a um lugar seguro, segundo a Polícia Civil.

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Também em Santa Catarina, na cidade de Chapecó, uma mulher havia sido mantida em cárcere privado durante a quarentena. Uma semana antes, e pelas mesmas motivações, a vítima pendurou uma toalha com os dizeres “SOS Apto 203”, pedindo ajuda por estar presa pelo marido.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, o índice de violência contra a mulher diminuiu no estado durante a quarentena, mas o órgão afirma que pode estar ocorrendo uma subnotificação devido à dificuldade de realizar denúncias sob o mesmo teto do parceiro.

No Rio de Janeiro, foi registrado um aumento de 50% no índice de violência doméstica nas primeiras duas semanas de isolamento social.

Em São Paulo, o número de casos saltou 30%. Apesar de diversos estados apontarem redução, o Conselho Nacional de Justiça abriu um grupo especial para a redução da violência de gênero durante o isolamento social.

“[As autoridades] devem apresentar propostas de políticas públicas judiciárias para modernizar e dar maior efetividade no atendimento das vítimas de violência doméstica durante o período da quarentena”, informou o CNJ à Agência Brasil.

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Fotos: Divulgação/Governo Estadual de Santa Catarina


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness. No twitter, @porfavorparem.

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