Criatividade

Índia: policial usa ‘capacete de coronavírus’ para que pessoas fiquem em casa

por: Vitor Paiva

O enfrentamento de uma pandemia é necessariamente um esforço coletivo, que exige de nós posicionamentos ao mesmo tempo firmes e simples: manter a higiene das mãos e principalmente ficarmos em casa, em quarentena, pelo tempo que for necessário. E para realizarmos tais tarefas enquanto sociedade toda ajuda é bem vinda – mesmo que algumas literalmente assustem os que insistem em descumprir tal acordo. E foi isso que um policial indiano decidiu fazer ao criar um capacete do coronavírus para mandar para casa as pessoas que seguem na rua.

Rajesh Babu trabalha como guarda de rua na cidade de Chennai, capital do estado indiano de Tamil Nadu, e para convencer as pessoas da importância da prevenção em quarentena, ele decidiu transformar a si mesmo no próprio coronavírus – criando um capacete que reproduz a aparência do vírus quando visto em um microscópio. “Nós tomamos todas as medidas, mas as pessoas ainda saem nas ruas. Esse capacete, portanto, é mais uma medida que estamos tomando para conscientizar as pessoas da seriedade da polícia”, disse Babu. “O capacete é uma tentativa de fazer algo diferente”.

Naturalmente que a imagem de Babu com o capacete viralizou, mas ainda que se trate de cena com forte potencial cômico, a intenção é a mais séria possível: o polícia afirma que, assim como no Brasil, na Índia as pessoas não estão levando a sério a gravidade da pandemia. O diferencial indiano, no entanto, é a dimensão: trata-se de um país com 1,3 bilhões de pessoas, atualmente vivendo sob uma quarentena total de 21 dias, que deverá ser estendida em breve.

Autoridades indianas vêm se esforçando para evitar um potencial surto agudo e letal da doença, em um país superpopuloso e especialmente pobre, onde a Covid-19 pode provocar um estrago sem precedentes. Segundo número oficiais a Índia, no dia 01 de abril, apresenta 1637 casos confirmados da Covid-19, com 17 mortes, mas é quase certo que estes sejam números bastante inferiores à realidade da doença por lá, já que 40 % da população não possui meios para sequer lavar as mãos frequentemente.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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