Ciência

Saiba o que causou o fechamento do maior buraco já registrado na camada de ozônio do Ártico

por: Yuri Ferreira

Um dos fenômenos climáticos mais bizarros já registrados aconteceu: a camada de ozônio na estratosfera sobre o Ártico abriu o maior buraco de sua história. E do nada, em abril, ela se fechou. Mas o que causou esse fechamento abrupto? Seria a redução das emissões de gases poluentes causada pelo coronavírus? Ou será que a humanidade não influenciou a mudança?

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Na imagem, vemos o buraco na camada de ozônio em janeiro desse ano (em azul) e na última semana de abril, completamente fechada

Seria muito bonito saber que a camada de ozônio conseguiu se recuperar graças a uma breve pausa na emissão de gases estufa no nosso planeta. Entretanto, segundo os cientistas do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus, se trata de um fenômeno da natureza, com pouca ou nenhuma influência da humanidade – tanto no surgimento quanto no fechamento do buraco.

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Confira imagens do observatório atmosféricos que mostram a camada de ozônio se fechando no Polo Norte entre março e abril.

Na verdade, o buraco foi causado por um fenômeno chamado de vértice polar. Um vértice polar é um ciclone com massas de ar que circunda ambos os polos, no hemisfério sul e norte A velocidade dos ventos cria um esvaziamento químico de ozônio na estratosfera. Quando os ventos cessam, como aconteceu na última semana, a camada de ozônio se recupera naturalmente.

Além disso, os gases emitidos que destroem a ozonosfera não se acumulam no Polo Norte. Em geral, o acúmulo se dá no hemisfério sul do Planeta, como é observado na Antártica. Segundo a NASA, as notícias para a camada de ozônio são boas: o buraco está em seu menor nível desde 1985 e a tendência é que ele se recupere completamente até 2060.

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Fotos: Nasa


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness. No twitter, @porfavorparem.

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