Sustentabilidade

Vinho em caixa e vodca de CO2: o futuro das bebidas é sustentável

por: Gabriela Glette

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Nas últimas semanas, a pandemia do coronavírus tem dominado a internet e as centenas de imagens de recuperação da natureza que estão circulando, nos dão a falsa ideia de que a questão das mudanças climáticas já foi resolvida. No entanto, se a quarentena tem diminuído o impacto ambiental do homem sobre a natureza, nunca foi tão urgente discutir novas possibilidades de embalagens, com menos plástico e emissões de carbono. O que pouca gente sabe é que já não é de hoje que um movimento verde no universo dos vinhos e bebidas destiladas está em voga. E especialistas garantem: em um futuro próximo, o vinho virá em caixa e a vodca será feita de CO2.

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No centro desta nova maneira, mais sustentável de produzir bebidas alcóolicas, está a noção de ‘solo vivo’, que não depende de pesticidas e outros herbicidas químicos prejudiciais à saúde. Rico em matéria orgânica, este solo é capaz de reter muito mais nutrientes, promover mais diversidade microbiana e dobrar a capacidade de água do solo. E a consequência é uma bebida muito mais pura e com menos química.

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Porém, esta não é a única inovação proposta pelo movimento verde, que também propõe utilizar a energia solar para produzir vodca a partir da água e do ar. A novidade também está presente na hora de distribuir as bebidas, já que a embalagem de vidro e o transporte de garrafas representam dois terços da pegada do setor de vinho.

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Na Europa, diversas vinícolas começaram a investir nas caixas de vinho, como a rede de lojas de bebidas controlada pelo próprio governo – Systembolaget, que afirma que mais de 50% de sua receita vem de vinhos em caixas, muito melhores para o meio ambiente sob a perspectiva de peso e carbono usados no transporte, embora o impacto da introdução de mais revestimentos plásticos no lugar de vidro reciclável levante outras questões.

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Air Co. – a vodca feita de “nada”

Recém apresentada na Vinexpo Paris, pouco antes do perído de isolamento social, a vodca Air Co., produzida no Brooklyn, em Nova York e também conhecida como a vodca do futuro, absorve tanto dióxido de carbono da atmosfera quanto oito árvores totalmente desenvolvidas, cerca de 450 gramas. No evento, a empresa afirmou que o uso de energia solar em suas máquinas de captura de carbono faz da Air Co. a primeira destilaria de carbono negativo do mundo.

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O vinho em caixa, no entanto, pode até ser novidade no Brasil, mas já é utilizado há décadas na Europa e Estados Unidos. Com caixas que carregam entre 5 e 10 litros da bebida, elas costumam ser recicladas e, de fato, são muito mais práticas de serem transportadas. No entanto, os vinhos de caixa são considerados os “vinhos baratos”, aqueles comprados no supermercado. O desafio daqui para frente, é que grandes rótulos comecem a se apropriar desta embalagem, mostrando ao mundo que não é isto que define a qualidade de um vinho ou qualquer outro destilado. O nosso compromisso hoje é com o meio ambiente

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Fotos de 1 a 3: Unsplash

Fotos 4 e 5: Instagram


Gabriela Glette
Uma jornalista e produtora de conteúdo que mora na França. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias. Gabriela também é fundadora do site Quokka Mag, onde fala apenas sobre coisas boas!


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