Ciência

Atila Iamarino diz que quarentena será maior por falta de respeito; SP fecha vias

por: Redação Hypeness

“Voltamos a circular e o preço disso será muito caro”, disse o biólogo Atila Iamarino, uma das principais vozes na divulgação científica durante a pandemia de coronavírus, em uma transmissão ao vivo onde opinou sobre as medidas dos poderes públicos brasileiros para a contenção da pandemia.

Iamarino se mostrou contra o afrouxamento da quarentena e isolamento social, além de outras medidas de proteção pelo Brasil. Segundo ele, a situação em diversos estados, ainda pode piorar e, com isso, nos aproximamos dos números de países mais atingidos, como os Estados Unidos, que têm mais de um milhão de infectados e é, atualmente, o epicentro da doença.

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“O Brasil estava crescendo de forma contida e, se a gente tivesse continuado a seguir bem a quarentena, mantendo todo mundo em casa e com o isolamento social, estaríamos seguindo a tendência de contenção”, disse e continuou: “Se o Brasil estivesse caindo em número de óbitos por dia, a gente podia conversar sobre possíveis saídas da quarentena. Mas, a nossa tendência atual é de subida. A gente quase conseguiu segurar as coisas, retomou uma tendência de crescida e estamos seguindo a tendência de morte dos Estados Unidos. É simplesmente a consequência das nossas atitudes”, garantiu.

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Na tarde deste domingo (3), o Brasil ultrapassou a marca de 100.000 casos confirmados e 7.025 mortes, segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, e se tornou o 6º país com o maior número de mortes pela doença. Globalmente, mais de 3,5 milhões de pessoas foram infectadas. A live do pesquisador foi o assunto mais comentado no Twitter até esta manhã.

Diante desse cenário, Atila falou ainda em lockdown (iniciativa que proíbe a circulação das pessoas em determinado local) seria o ideal em capitais com maior incidência do vírus, como é o caso de São Paulo, com 31.174 casos e 2.586 mortes. “É provável que, se você mora em um local desse, você tenha que entrar em lockdown”, explicou.

Dito e feito: a Prefeitura de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (4) o bloqueio parcial de quatro avenidas para estimular a população ao isolamento social e impedir o avanço do novo coronavírus. As interdições acontecem em vias importantes de todas as regiões da capital, e já provocam lentidão.

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De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o bloqueio ocorre apenas no horário de pico da manhã, das 7h às 9h, nas seguintes vias, que terão uma faixa livre para circulação:

Zona Sul: Av. Moreira Guimarães x Av. Miruna;
Zona Norte: Av. Santos Dumont x Av. do Estado;
Zona Leste: Av. Radial Leste x Rua Pinhalzinho;
Zona Oeste: Av. Francisco Morato x Rua Sapetuba.

No mesmo horário também haverá blitzes educativas nas seguintes vias da Zona Oeste: Av. Dr. Vital Brasil x R. Camargo e Av. João Paulo I, altura do n° 2.868.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse em entrevista à GloboNews que os bloqueios poderão ser ainda mais restritivos, com ampliação do horário de interdição para o dia todo e com limitação sobre o tipo de veículo que poderá circular na faixa livre. No entanto, a CET não tinha confirmação sobre estas mudanças até este domingo (3).

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A medida tem como objetivo aumentar a taxa de isolamento social no município, que está em 53%, enquanto o ideal para combater a propagação do coronavírus seria de 70%. A Prefeitura de São Paulo já interditou 235 estabelecimentos por desrespeitarem a quarentena. A falta de adesão da população ao isolamento preocupa o governo, já que o pico da doença está previsto para este mês de maio.

Uso obrigatório de máscaras

Também passa a valer nesta segunda-feira (4) a obrigatoriedade do uso de máscaras para passageiros e motoristas das linhas da Companhia Paulista Metropolitana de Trens (CPTM), Metrô, ônibus rodoviários, interestaduais e no município de São Paulo. A medida também será válida para táxis e carros de aplicativos na cidade de São Paulo.

Segundo Bruno Covas, as empresas de ônibus serão multadas em R$ 3.300 por dia, para cada coletivo, se tiver pelo menos um passageiro sem máscara.

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Fotos: Reprodução / Instagram


Redação Hypeness
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