Inspiração

Entenda de onde surgiu o ‘beijo na boca’ e como ele se consolidou como troca de amor e afeto

por: Gabriela Glette

Se hoje o beijo na boca é uma das demonstrações de afeto e romance mais democráticas e globalizadas, você alguma vez já parou para pensar na origem deste hábito? Sim, porque um dia na história de nossos antepassados, alguém olhou para outra pessoa e decidiu encostar seus lábios, misturar suas línguas e tudo aquilo que já sabemos de cor. Afinal, de onde surgiu o beijo na boca?

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Não há algum registro de beijo na boca na pré-história, muito menos no Egito – e olha que a civilização egípcia é conhecida pela falta de acanhamento em registrar suas peripécias sexuais. Isto nos nos deixa uma pista: o beijo na boca é uma inveção relativamente moderna.

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O primeiro registro de duas pessoas se beijando surgiu no Oriente, com os hindus, em aproximadamente 1200 a.C., no livro védico Satapatha (textos sagrados em que se baseia o bramanismo), com muitas referências à sensualidade. No Mahabarata, poema épico presente na obra com mais de 200 mil versos, a frase: “Pôs a sua boca em minha boca, fez um barulho e isso produziu em mim um prazer”, não deixa dúvidas de que, naquela altura alguém havia descoberto as delícias do beijo na boca.

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Alguns séculos depois, inúmeras alusões ao beijo surgem no Kama Sutra, e esclarece de uma vez por todas que ele veio pra ficar. Uma das obras mais famosas da humanidade, ainda detalha a prática, a moral e a ética do beijo. No entanto, se os hindus são detentores do título de inventores do beijo na boca, os soldados de Alexandre, o Grande foram os grandes difusores da prática, até que ela se tornasse bastante comum em Roma.

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Apesar das tentativas frustradas da Igreja de proibir o beijo, no século 17 ele já era popular nas cortes européias, onde era conhecido como “beijo francês”. Vale lembrar que o beijo na boca é uma prática presente apenas entre os seres humanos, que foram passando o ensinamento de geração para geração: “O beijo é um comportamento aprendido e arrisco dizer que surgiu como uma saudação proveniente do hábito de nossos ancestrais de cheirar os corpos uns dos outros. Eles tinham o olfato muito desenvolvido e identificavam pelo faro, não pela visão, seus parceiros sexuais”, afirma o antropólogo Vaughn Bryant – da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

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Para o pai da psicanálise – Sigmund Freud, a boca é a primeira parte do corpo que usamos para descobrir o mundo e saciar as necessidades, e o beijo é o caminho natural para a iniciação sexual. Seja como for, o beijo é mais do que sexo e muito mais do que uma simples convenção. Ele é o que nos diferencia dos outros animais e a prova de que todo ser humano precisa de um pouco de romance.

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GIF's 1, 2 e 6: Giphy

Fotos 3 e 4: Unsplash


Gabriela Glette
Uma jornalista e produtora de conteúdo que mora na França. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias. Gabriela também é fundadora do site Quokka Mag, onde fala apenas sobre coisas boas!


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