Inspiração

Lives arrecadam mais de R$ 7 milhões contra coronavírus; veja caminho do dinheiro

por: Vitor Paiva

Se, em um momento tão difícil quanto o da pandemia atual, o governo federal parece mais comprometido em atrapalhar o máximo que puder, então as próprias pessoas fazem seu melhor para ajudar – e é  muitas vezes nesse hiato que têm entrado as lives, nas quais artistas arrecadam pequenas fortunas e toneladas de alimentos para quem mais precisa nesse momento. Ao todo já foram levantados mais de 7 milhões de reais no Brasil, com especial destaque para a live da dupla Sandy & Júnior, recordista de arrecadação com R$ 1,8 milhões doados durante a transmissão. Mas para onde vai esse dinheiro? Como funciona tal sistema? Qual o caminho das doações arrecadadas nas lives?

Muitas dessas lives utilizam a plataforma PicPay, aplicativo de pagamento que funciona desde 2012 e que justamente já possui mais de mil ONGs cadastradas – tais instituições podem receber doações diretamente, sem taxas, durante a pandemia. No caso das lives, é possível que o artista escolha a instituição a receber as doações ou que o próprio doador selecione – de todo modo, nas principais plataformas o valor é enviado diretamente para uma espécie de carteira digital da instituição selecionada.

Detalhes da live da dupla Sandy & Júnior, com participação de Xororó, pai da dupla © reprodução

As próprias instituições, que enfrentam um processo de validação nas plataformas para a confirmação de que os dinheiros eventualmente arrecadados serão destinados para causas e organizações consistentes, possuem autonomia para decidirem de que forma irão aplicar os valores recebidos.

Em sua live no dia das mães o rapper Emicida arrecadou cerca de R$ 800 mil em doações © reprodução

Hospitais são frequentemente escolhidos como receptores das doações, mas a Central Única de Favelas (Cufa), com seus diversos projetos de atuação nas comunidades, vem também recebendo ajuda através das doações, que ajudam diretamente em projetos como Mães da Favela, que busca ajudar no sustento de famílias que perderam suas rendas por conta da pandemia.

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© fotos: reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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