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Maria da Penha lança campanha impactante sobre violência contra mulher durante isolamento

por: Karol Gomes

De arrepiar mesmo a distância. Uma nova campanha do Instituto Maria da Penha (IMP) fez um alerta sobre a violência doméstica durante a pandemia do novo coronavírus, que força muitas mulheres a se isolarem em casa com seis agressores.

O vídeo da campanha é em formato de chamada de vídeo, onde acontece uma reunião matinal da empresa, agora algo recorrente em tempos de quarentena. A conversa é interrompida após uma das funcionárias, Carla, confidenciar para a colega de trabalho Mariana que foi agredida fisicamente pelo companheiro. 

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Dez minutos após pedir socorro de Mariana, Carla recebe uma ligação e avisa ao companheiro a chegada de uma encomenda para ele. É nesse momento que Mariana aproveita e grita: “Tranca, tranca! Amiga, já tranca, não perde tempo! Tranca tudo! A polícia chegou?”. Veja o vídeo completo: 

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A realidade da personagem da companhia é a mesma de diversas mulheres no Brasil e no mundo, destaca a superintendente Geral do Instituto Maria da Penha, Conceição de Maria, em entrevista à Rádio O POVO/CBN. “A violência doméstica é uma pandemia dentro da pandemia”

Segundo ela, o aumento dos casos de violência doméstica tem fundamento em diversos fatores, como o convívio entre as famílias por muito tempo gera mais conflito, o uso exacerbado de álcool ou droga e mesmo problemas financeiros – nenhum deles é justificativa. 

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Conceição acrescenta, no entanto, que o álcool, droga ou crise financeira “não transformam ninguém em agressor”. “Essa atitude agressora já existia e está sendo potencializada por essas questões”, reforça.

A campanha do Instituto Maria da Penha faz um alerta não somente para as vítimas procurarem ajuda, como também para que as testemunhas façam mais do que oferecer ajuda: denunciem.

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Casos de violência doméstica podem ser denunciados no número 180. Em casos de emergência, como quando a agressão está acontecendo, ligue 190. Após intervenção, os agentes de segurança irão orientar vítimas e testemunhas sobre os próximos passos de denúncia.

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Foto: Reprodução / Youtube


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

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