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Mulher branca que chamou polícia para homem negro por cachorro sem coleira perde o emprego

por: Yuri Ferreira


Amy Cooper, uma bancária de Nova York, que chamou a polícia porque um homem negro pediu para que ela colocasse uma coleira em seu cachorro, perdeu seu emprego no banco Franklin Templeton. Ela estava passeando com seu cão sem coleira em uma área do Central Park em que isso não é permitido. Christian Cooper, que estava caminhando pelo parque, pediu para que ela seguisse as regras do parque. A mulher revelou seu racismo e chamou a polícia.

Além de perder seu emprego em um dos principais bancos americanos, vale ressaltar que a guarda de seu cachorro também foi retirada.

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Amy Cooper ameaçou um homem negro com violência policial. Ela perdeu seu cão e seu emprego.

Após ter virado assunto nos jornais e redes estadunidenses, a bancária afirmou que não era racista, e que qualquer mulher sozinha faria a mesma coisa. Em suas desculpas, Cooper esqueceu de dizer que, durante o vídeo, ameaçou Christian por ser negro. “Eu vou dizer a polícia que um negro está ameaçando minha vida”, disse, durante o vídeo.

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“Seguindo nossa política interna, revisamos o caso que aconteceu ontem no Central Park. Decidimos demitir a funcionário envolvida de maneira permanente e imediata. Não toleramos nenhuma forma de racismo no nosso banco”, disse o comunicado do banco.

Confira o vídeo que mostra o incidente:

É importante relembrar que o Estado de Nova York é um dos principais entusiastas da política de ‘stop and frisk’ (parar e revistar) jovens de minorias – negros e latinos -, independente de atitude suspeita. A violência policial contra a população afro-americana é um dos principais problemas de segurança pública no país.

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‘Não consigo respirar’

Os usuários relembraram que é esse tipo de atitude, que julga um homem negro por andar na rua, que fomenta a violência do Estado. Na última segunda-feira, inclusive, um jovem negro foi assassinado por um policial em Minneapolis, Minnesota. George Floyd foi asfixiado por um “homem da lei” durante uma revista.

Essa é uma das imagens que mostram um policial branco asfixiando George Floyd, mais uma vítima da violência do Estado contra os negros nos EUA

Na mesma semana, dois episódios claros do racismo estrutural estadunidense foram revelados ao público. Spike Lee, um dos principais diretores dos EUA e ativista do movimento negro nos EUA, fez uma crítica, entretanto, pela cobertura da mídia mais preocupada com o caso Cooper do que com o caso Floyd. A capa do The Daily News, jornal nova-iorquino, dá mais relevância as desculpas da racista do Central Park do que a morte de um homem negro na sarjeta:

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Esse é o post original de Christian:

 

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Fotos: Reprodução/Facebook


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness. No twitter, @porfavorparem.

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