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NY fecha metrô na madrugada pela primeira vez em 150 anos; veja o que aconteceu

por: Vitor Paiva

Ao longo de seus 115 anos de história, o metrô de Nova York tornou-se símbolo da cidade como o maior sistema de trânsito rápido do mundo. Além de transportar uma média de mais de 6 milhões de pessoas por dia através de suas 472 estações costumeiramente 24 horas por dia pelos 7 dias da semana, seus vagões e estações também oferecem a importante função de abrigarem pessoas em situação de rua durante a noite. A pandemia do novo coronavírus, porém, fez pela primeira vez em toda sua história o metrô da cidade ser fechado e desligado durante a noite – deixando assim esses cidadãos em situação de rua sem abrigo em plena pandemia.

© Pixabay

Para essa população vulnerável, o fechamento do metrô as levou a lotarem ainda mais abrigos que já não possuem mais leitos ou sequer espaço – onde o distanciamento social exigido pela contenção da disseminação do vírus se torna impossível. Imagens mostram dezenas de pessoas dormindo no chão dos abrigos, muitos sem máscaras ou proteções, desrespeitando assim as mínimas condições humanas e as recomendações para contenção da pandemia.

Pessoas utilizando o metrô como abrigo durante a noite © Reuters

O fechamento do metrô vem se dando para que as estações e vagões sejam desinfetados e limpos durante a noite.

© Todd Maisel

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afirmou que mais de mil pessoas serão movidas para hotéis, ampliando os já 2.500 leitos em hotéis que foram oferecidos para pessoas em situação de rua, mas especialistas afirmam que as medidas ainda são poucas para resolver o dilema. Somente na cidade estima-se que mais de 80 mil pessoas vivam nas ruas e em abrigos – situação já suficientemente grave, que se agrava consideravelmente quando a cidade é uma das mais afetadas pela pandemia.

© Norris Wong/Flickr

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© fotos: créditos


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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