Arte

Plataforma cria ‘Netflix independente’ com quadrinhos africanos para o isolamento

por: Kauê Vieira

O mundo dos quadrinhos não se restringe à Marvel e a DC – nem muito menos aos personagens, heróis e vilões, criados nos EUA. Um bom exemplo do sem fim de possibilidades que os quadrinhos podem nos oferecer se encontra na plataforma Vortex 247, uma espécie de Netflix dos quadrinhos produzidos no continente africano. Reunindo o melhor dos conteúdos geek e da cultura pop dos países da África, a plataforma foi desenvolvida a partir de iniciativa do celebrado estúdio de quadrinhos e animação Vortex Corpo, da Nigéria, mas os conteúdos vem dos mais diversos países do continente.

E não somente: além de quadrinhos produzidos na Nigéria, Zimbábue, África do Sul, Gana, Quênia e tantos outros, países que compõem o cenário da diáspora africana, como os EUA, também fazem parte da plataforma – a curadoria fica por parte do CEO da Vortex Corp, Somto Ajuluchukwu.

Terra dos Deuses, de Somto Ajuluchukwu (Nigeria) and Janica Barrett (EUA)

E tão diversa quanto a nacionalidade dos quadrinhos e os estilos das histórias é também a origem dos usuários da Vortex 247 – são mais de 200 inscritos de países como França, Brasil, Hong Kong, Coréia do Sul, Argentina, Turquia e muitos outros – além dos próprios países africanos.

Shifter, do estúdio Four Seven Comics (Nigéria)

Entre orixás, lendas urbanas, mitologias, heróis e a própria cultura do povo negro e do continente, a Vortex 247 também oferece heróis, aventuras e quadrinhos pedagógicos como uma pedida perfeita para os fãs das HQs ampliarem seu repertório durante a quarentena. Por R$ 15,00 o acesso ao conteúdo é ilimitado, que em breve também irá oferecer animações de origem africana – e melhor: o rendimento é dividido em sistema revenue share, em que o lucro é distribuído entre escritores e criadores que publicam no site.

Ganda, do estúdio Elupe Comics (Uganda)

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© artes: créditos


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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