Diversidade

Alunos responsáveis por ataques racistas contra Fatou são indiciados pela polícia

Kauê Vieira - 08/06/2020

A polícia indiciou três adolescentes autores de ofensas racistas contra a jovem Ndeye Fatou Ndiaye em um grupo de WhatsApp. De acordo com o informações do jornal O Globo, dois deles foram indiciados pelo que se chama de fato análogo aos crimes de racismo e injúria racial. O terceiro vai responder ao crime de injúria racial.

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Fatou foi vítima de racismo de colegas de escola

A polícia diz que cinco adolescentes foram alvo de inquérito, mas apenas três foram indiciados já que, segundo os investigadores, os outros dois só riram e não criaram provas suficientes da participação nos atos criminosos. A investigação está com o 9º DP do Catete na Zona Sul do Rio de Janeiro. 

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O pai de Fatou disse ao Globo que a família está atravessando momentos difíceis desde qu a filha de apenas 15 anos foi vítima de racismo de pessoas que frequentam a mesma escola que ela. 

“Não há no mundo coisa que possa explicar a dor que estamos sofrendo – é imensa. Eu vejo minha filha até com medo de assistir aula lá. Você, que tem uma escola, saiba que sua responsabilidade está totalmente em jogo. Você, como pai das outras escolas, também de pessoas brancas, saiba que a sociedade mundial não vai tolerar mais isso”, pontuou o professor Mamour Ndiaye.

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O preconceito racial foi protagonizado por alunos do Liceu Franco-Brasileiro, que fica em Laranjeiras, também na Zona Sul do Rio de Janeiro. A escola diz que contratou uma consultoria para debater racismo com os alunos. Fatou, por sua vez, ganha protagonismo no debate contra o racismo nas redes sociais. Ela já participou de conversas com jornalistas e nomes importantes do Movimento Negro. 

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Foto: Reprodução/Instagram


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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