Diversidade

Amor, igualdade e luta: 6 filmes inspiradores para a causa LGBTQ+

por: Vitor Paiva

Se a tela do cinema nos faz sonhar, ela também funciona como um espelho – no qual não só devemos nos enxergar e nos reconhecermos em quem somos de fato e contra qualquer preconceito, como também podemos enxergar o mundo melhor no qual temos o direito – o dever – de viver. E se o amor é o sentimento por trás das grandes histórias da sétima arte, é em nome dessa representatividade, da diversidade e da defesa da liberdade do amor como for que o cinema é também o espelho das mais inspiradoras sentimentalidades que movem a luta LGBTQ+.

Poder se expressar, lutar, ser quem se é, amar sem temer, ser apoiado por alguém que também te ama, e poder expressar esse amor sem medo são alguns dos sentimentos mais importantes de tais causas – e para cada um deles há um grande filme que ilumina essa luta. Para a representatividade gay, trans, lésbica ou bissexual separamos um grande filme capaz de levar às telas – do cinema, da TV, dos smartphones, tablets e mais – o espírito fundamental da igualdade: o direito irrevogável de cada um amar quem ama.

Eu tenho orgulho de me expressar verdadeiramente

© Lune

Se expressar verdadeiramente, da forma que a pessoa realmente sente que é, para além dos preconceitos e das normatividades sociais é como o direito de cada um ser feliz – e é a representatividade trans o pano de fundo do filme ‘Tomboy’. Dirigido em 2011 pela cineasta francesa Céline Sciama, o filme conta a história de Mikäel, uma criança transgênero de 10 anos ao longo da dura e dupla vida de compreender sua real identidade. ‘Tomboy’ é uma obra tocante e complexa sobre identidade de gênero, misoginia, machismo e mais.

Eu tenho orgulho da minha luta

© Eduardíssimo

A história da luta LGBTQ+ é tão antiga quanto a própria história da humanidade, mas seu capítulo mais moderno e mais emblemático começa com o Massacre de Stonewall, quando a resposta à violência policial deu início ao movimento de libertação gay, em 1969. É essa a história de ‘Stonewall’, filme de 2015 dirigido por Roland Emmerich mostrando, do ponto de vista de um jovem homossexual, o histórico combate entre a polícia e os frequentadores do Stonewall Inn, um bar gay em Nova York – e o orgulho da luta LGBTQ+. Um ano após o massacre, a primeira Parada Gay aconteceu na cidade.

Eu tenho orgulho de ser quem eu sou

© Lucas

 Se artistas podem ajudar as pessoas a terem orgulho de serem quem são, poucos são tão emblemáticos e brilhantes quanto o cantor, pianista e compositor inglês Elton John. É a história da vida de um dos maiores compositores da história do rock e da música pop, a vida de Elton é levada às telas de forma rica e inspiradora em ‘Rocketman’, filme de 2019 dirigido por Dexter Fletcher. Além de uma incrível história de vida, o filme naturalmente traz uma espetacular trilha sonora, com canções igualmente inspiradoras e especialmente incríveis de autoria do herói de ‘Rocketman’.

 Eu tenho orgulho de amar sem medo

© Aline Lima 

 Muitas vezes o medo de amar quem se ama, seja como for, começa em casa, por parte da própria família, não necessariamente por maldade, mas simplesmente pelo velho preconceito que tanto move as exclusões e as normatividades sociais. A história do filme ‘Casamento de Verdade’, dirigido em 2015 por Mary Agnes Donoghue, é justamente a história de uma mulher lésbica que decide assumir para sua família seu orgulho de amar sem medo a quem ama – e deixa de fingir que sua namorada é somente sua amiga. E mais: enfrenta os preconceitos para, como o nome sugere, poder se casar com a mulher que ama.

 Eu tenho orgulho de ter alguém que me apoia

© Vitor Martins

Uma das mais belas histórias de amor no cinema recente, o filme ‘Me Chame Pelo Seu Nome’, de 2017 e dirigido por Luca Guadagnino conta a história do jovem Elio Perlman em sua relação com Oliver, assistente na pesquisa acadêmica de seu pai. Passado diante das belas paisagens do norte da Itália, o filme também é a história da relação de um jovem descobrindo a própria sexualidade e dividindo isso de uma maneira sincera e direta com seu pai – em uma tocante história sobre justamente se ter o orgulho de poder contar com o apoio dos familiares mais próximos.

Eu tenho orgulho de andar com quem eu amo de mãos dadas

© Dika

 A importância da representatividade fica tão clara no caso do filme queniano ‘Rafiki’ que começa antes mesmo do filme ser assistido: o drama que conta a história do amor entre duas jovens que enfrentam o preconceito e a rivalidade entre suas famílias pelo amor foi proibido de ser exibido em seu próprio país de origem. O sucesso em festivais de todo o mundo tornou o filme, dirigido por Wanuri Kahiu em 2018, impactante em todo o mundo – encarnando, nas telas e fora delas, o sentimento de poder se orgulhar de andar de mãos dadas com quem se ama.

Trata-se, portanto, de sentimentos ao mesmo tempo comoventes e fortes, capazes de nos levar às lágrimas mas também à luta, à verdade, à afirmação das mais importantes liberdades para podermos amar quem quisermos. E todos eles podem ser assistidos no Telecine que se orgulha em abraçar a diversidade e a liberdade como a única maneira real e absoluta de abraçar o amor – lembrando que os primeiros 30 dias são grátis!

 

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© fotos: divulgação/créditos


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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