Matéria Especial Hypeness

Amor na quarentena: como casais estão lidando com a distância ou a proximidade total

por: Gabriela Rassy

Patrocinado por: Namore-se

Durante o período de pandemia, muitas relações foram mantidas a distância, enquanto outras passaram a ser cada vez mais presenciais. Casais que já moravam juntos, mas trabalhavam fora de casa passaram a conviver mais ainda com o home office. Já quem morava em cidades diferentes, em muitos casos teve que se manter distante. Tem ainda quem buscou se isolar junto e viver um casamento “emergencial”.

Independente da forma – ou do resultado dessas decisões – muitos casais colocaram na balança o valor da sua parceira na sua vida. Conversamos com algumas pessoas para entender como cada um está lidando com esse momento. Quais os desafios e alegrias de passar a quarentena em casal? E as mudanças que aconteceram na relação? Quais estigmas foram questionados e tiveram que ser superados nesse processo?

Vamos às histórias!

Carol e Pedro
Eles namoravam há 1 ano e tinham planos de se mudar de Aracaju para São Paulo no primeiro semestre deste ano. Com a pandemia, os planos foram congelados e como ela já tinha desmontado seu apartamento, mudou para a casa de Pedro para passar a quarentena.

  • Desafios

“O maior desafio nosso tá sendo dividir esse local que não é tão grande. Outro desafio é respeitar a rotina um do outro. Eu gosto de acordar um pouco mais cedo e ela mais tarde. Daí essa rotina de cozinhar, limpar, organizar acaba não encaixando no horário um do outro”, Pedro

“Um grande desafio também é a questão também da bagunça, eu sou muito bagunceira (ele também, mas eu sou mais). Esse maior atrito da gente. Um desafio para mim é que às vezes rola de ficar mal humorada. Essas notícias de coronavírus, de governo, às vezes deixam a gente um pouco pra baixo. Mas nada como uma conversa para resolver”, Carol

  • Alegrias

“Um ter o outro para conversar, jogar, tomar uma cerveja, dormir junto. Ela canta e eu toco, a gente acaba superando o tédio um com o outro”, Pedro

“Minha maior alegria é tomar um vinho, jogar um truco e fazer uma festa. A gente faz uma festa muito legal só nós dois”, Carol

  • Estigmas

“É a primeira vez que estou morando com uma namorada e isso é um aprendizado diário. Eu preciso entender e respeitar a rotina, os horários e a organização dela. Às vezes o que tá limpo para mim não está para ela e vice versa. Carol está tentando ser vegetariana e eu acabo entrando nessa onda. Sempre comi muita carne e hoje como muito menos, não está fazendo tanta diferença. Só vejo pontos positivos. Foi uma quebra de estigma”, Pedro

“Eu não costumava cozinhar. Nunca tive muita afinidade, mas agora tive que ter e dividindo fica mais fácil. Além disso, saber respeitar o limite e o momento do outro”, Carol

Joana e Alix
Joana é paraense e mora em São Paulo. Entre namoro e casamento, ela e a francesa Alix estão juntas há 5 anos. Alix teve que voltar à França para trabalhar e elas se viam algumas vezes ao ano. Na última visita, Joana foi para ficar 20 dias e por conta da pandemia não conseguiu voltar e está lá há 3 meses já.

  • Desafios

“Acredito que somar uma rotina que cuide da nossa saúde mental e faça desse lugar da gente um lugar de equilíbrio”, Joana Dark.

  • Alegrias

“Teve muitas alegrias. A principal delas foi poder estar juntas, por que a gente mora separadas e foi muito importante ter tanto tempo juntas. Foi incrível essa parte!”, Alix

“E a gente celebrou nosso aniversário de 2 anos de casamento e o aniversário da Alix”, Joana

  • Estigmas

“A gente conversa bastante, acho que essa rotina de cuidados e estar perto é o mais importante. Sem muitos estigmas. É sobre comunicação”, Joana e Alix

Simone e Carolina
Elas namoram há algum tempo e tentaram morar juntas durante o período de isolamento, mas a união tão intensa não funcionou como elas esperavam e agora elas se mantém em casas separadas e passam períodos juntas de tempos em tempos.

  • Desafios

“Dos maiores desafios do casal na quarentena é a gente ter que se reinventar. O futuro não é mais o mesmo, o presente não é mais o mesmo. Então ver a necessidade daquele momento e tentar ser a namorada que ela precisa, para o bem da relação”, Simone

“O que tem sido mais difícil para mim é exercitar a paciência. É muito difícil quando você fica em casa com uma outra pessoa do nada e vê que ela tem manias diferentes das suas, você é acostumada a ficar sozinha, então realmente a paciência tem sido bastante exercitada e usada”, Carolina

  • Alegrias

“Você realmente consegue olhar para a pessoa que está do seu lado. Então eu paro, olho pra ela e agradeço, que bom que é você, que bom que você está aqui”, Carolina

“Ver que de fato não to sozinha, que tem uma pessoa que tá do meu lado, que segura todo o meu reggae, me apoia nas minhas loucuras e nos meus sonhos. Coisas que no dia a dia a gente acaba não reparando, não dando tanto valor. E no final ainda do dia deitar olhar para a outra pessoa e falar: calma, vai ficar tudo bem, eu te amo. Acho que não tem alegria maior que essa”, Simone

  • Estigmas

“Uma coisa que eu desconstruí nessa quarentena estando junto com ela foram as práticas de yoga, meditação e toda essa parte holística. Eu tinha um pouco de preconceito, não entendia muito bem e ela me ensinou muito. Já consigo meditar e acho super bacana”, Carol

“Eu acho que a Carol nem tem noção das coisas que ela muda. A primeira coisa foi conceito de produtividade. Na quarentena eu pensei que tinha que acordar cedo, fazer yoga, inglês, um curso novo. Cheia de coisas para fazer. Aí ela me mostrou que ser produtiva não necessariamente é fazer um monte de coisas, mas uma muito bem feita. Ou também me permitir ficar sem fazer nada quando o corpo pedir”, Simone

Yumi e Jean
O casal já morava junto, mas tinha uma vida bem ativa fora de casa. Ela trabalhava em horário comercial e planejava muitas viagens ao longo do ano. Ele é músico e tinha seu escritório já em casa, mas circulava muito em shows, gravações e viagens. Agora é convivência 100% do tempo, trabalhando na mesma bancada.

  • Desafios

“Acho que na verdade é um privilégio estar acompanhado nesse período. Mais os trabalhos domésticos que são um desafio”, Jean

“A gente tá tirando de letra”, Yumi

  • Alegrias

“Alegria na quarentena é poder estar do lado dessa maravilhosa”, Jean

“A gente trabalha junto e é muito bacana conhecer o trabalho dele, o que ele faz no dia a dia, dar pitacos. E ele me ajudando também. A gente tinha o companheirismo, mas agora ficou mais intenso, e tudo isso do trabalho que a gente consegue se conhecer melhor”, Yumi

  • Estigmas

“Eu tenho aprendido muito vendo ela trabalhar. Agradeço por ela entender quando eu preciso de espaço para gravar, mas acho que aprendi muito nesse processo de trabalho e rotina”, Jean

“Aprendi muito sobre questões que não vinham à tona no meu dia a dia e ele levanta bandeira. Tenho tido a oportunidade e o privilégio de poder discutir essas questões com ele. A gente vai se desconstruindo juntos”, Yumi

Relacionamentos a dois são lindos e complexos, ainda mais vivendo juntos, porém isolados do mundo. Ou ainda em casas separadas, mas mantendo a conexão. O mais importante são os aprendizados que tiramos de tudo. Questionar estigmas e viver o amor nas suas mais variadas formas, de coração aberto.

Além dos estigmas nos relacionamentos, as mulheres enfrentam diariamente a estigmatização de seu comportamento em função da menstruação. Pensando nisso, Intimus® iniciou o movimento #ChegaDeEstigma, com o objetivo de promover a discussão destes estigmas entre pessoas de todos os gêneros e idades, permitindo a reflexão e sensibilização sobre o tema.

Conheça mais histórias de relacionamentos, amor próprio e empoderamento no canal Namore-se, que nasceu do encontro potente entre a Intimus® e o Hypeness e o Minha Vida.

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Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.


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