Tecnologia

Coca-Cola entra no boicote ao Facebook iniciado por movimento negro e faz Zuckerberg perder R$ 39 bi

por: Yuri Ferreira

A riqueza de Mark Zuckerberg diminui em 39 bilhões de reais após o boicote comandado pelo movimento negro contra o Facebook. Várias empresas como a Coca-Cola, a Stabucks, a Levi’s, a Unilever, a Verizon Communications, Patagonia, VF Corp., Eddie Bauer e Recreational Equipment aderiram o movimento que exige uma política mais incisiva contra o discurso de ódio nas redes sociais.

A ideia do movimento, chamado Anti-Defamation League, é pressionar as redes sociais para que elas combatam as mentiras publicadas por peronalidades como o presidente norte-americano Donald J. Trump. O comandante dos EUA já postou diversas fake news sobre o movimento Black Lives Matter e o movimento antifascista em seus perfis, promovendo o ódio no ambiente digital.

– Criaram um Museu com as grandes pérolas de Donald Trump no Twitter. E ficou hilário

Mark Zuckerberg perdeu R$ 39 bilhões por causa do boicote montado pelo movimento negro

Sob a mesma lógica do Sleeping Giants, o movimento procura pressionar marcas para cortarem seu financiamento à propagandas nas plataformas, principal fonte de renda das redes sociais. Dessa maneira, se espera que as redes sociais se tornem menos odiosas por onde dói mais: o bolso. A queda de 8% no valor das ações do Facebook resultou na redução de US$ 56 bilhões no valor de mercado do maior conglomerado de mídias sociais do mundo.

“As marcas têm a obrigação de construir um ecossistema digital confiável e seguro. É por isso que nossas marcas não anunciarão no Facebook, no Instagram e no Twitter”, informou a Unilever. “Muito mais pode ser feito, especialmente em face da divisão e do discurso de ódio presente neste período eleitoral muito polarizado nos Estados Unidos”, completou.

– Sleeping Giants: a luta contra as fake news que tira o sono de políticos no Brasil e no Mundo

Twitter sinaliza para post de Donald Trump incitando violência

“Nós temos uma política de conteúdo rígida que tem tolerância zero. Quando ela é violada, tomamos atitudes. Estamos cortando nosso investimento até que o Facebook crie uma solução aceitável que crie um ambiente mais seguro, assim como fizemos com o Youtube e outras plataformas de anúncio”, afirmou John Nitti, chefe de mídia da Verizon, à CNBC.

A disseminação de informações falsas já foi o ponto central de debate na ciência política pela sua forte influência nas eleições de 2016 nos EUA e de 2018 no Brasil. Enquanto se depende das redes sociais para que a informação chegue ao público, muito pouco foi feito pelas plataformas para combater esse mal que tem se alastrado pela internet.

– Instagram e Facebook vão permitir que usuário oculte anúncios políticos; entenda

Recente pesquisa da Datafolha mostrou que 81% dos brasileiros é contra a utilização de notícias falsas contra políticos. Alguns projetos de lei contra as fake news tramitam na Câmara dos Deputados, mas é difícil entender a efetividade dessas propostas no real combate à disseminação de desinformação na Internet.

Publicidade

Fotos: © Getty Images


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness. No twitter, @porfavorparem.


X
Próxima notícia Hypeness:
Como escolher e comprar o notebook perfeito nesta Black Friday