Debate

Cacau Protásio chora ao falar no ‘Fantástico’ sobre racismo sofrido durante gravação

por: Karol Gomes

No Fantástico deste domingo (31), a atriz Cacau Protásio relembrou o dia em que foi vítima de racismo durante a gravação de um filme. Ela aguarda a reparação do caso na Justiça, e mostrou que falar do episódio ainda a emociona. “A gente aprende a viver [com a dor], vai passar. Mas dói um pouquinho, sim”, disse, chorando na entrevista. 

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Em novembro de 2019, Cacau esteve no Batalhão do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro para gravar cenas do filme Juntos e Enrolados, no qual ela interpreta a Sargento Diana. Uma sequência específica do filme foi filmada por um dos bombeiros do batalhão, que divulgou as imagens nas redes sociais, reclamando do filme fora do contexto e fazendo ofensas à atriz. 

A cena em questão é uma conversa entre a personagem de Cacau com seu superior, que é apaixonado por ela. No meio da reunião, ele tem uma alucinação e a vê dançando no meio do pátio.

Em um áudio do bombeiro que vazou o vídeo, ele reclama que a atriz está manchando a imagem da corporação, além de desferir ofensas racistas e gordofóbicas. 

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“Esse áudio vazou e o mundo inteiro ouviu. E é muito ruim. Só quem passa, só quem sofre, sabe o tamanho da dor”, desabafou Cacau no Fantástico. “Da mesma forma que ela [a pessoa] me xingou tanto, ela tem que voltar pra me pedir perdão. Não só pra mim, como também pra toda população negra”, disse Cacau em entrevista para o Fantástico. 

A reportagem também entrevistou Thelma Assis, campeã do Big Brother Brasil 20, que nesta semana voltou a sofrer ataques racistas durante uma live com o perfil da revista Glamour. 

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Thelma contou que acionou seus advogados e que eles buscam a identidade dos agressores virtuais para entrar na Justiça com uma ação criminal.

“Hoje em dia você não precisa de muito trabalho pra conseguir compilar as provas e encontrar os criminosos. Eu compilei essas provas e deixei nas mãos dos advogados para tomarem as medidas cabíveis. E eu acho que tem que ser feito isso pra servir de exemplo. Enquanto houver atitudes como essas, racistas e de injúria racial, eu vou bater de frente”, afirmou a médica.

 

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Foto 1: Reprodução / Instagram
Foto 2: Reprodução / Rede Globo


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

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