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Coronavírus: operação prende suspeitos de fraudar venda de respiradores

por: Yuri Ferreira

A deflagração da ‘Operação Ragnarok’ pela Polícia Civil da Bahia prendeu três suspeitos de fraudar a venda de respiradores para o Consórcio Nordeste. Algumas empresas que tiveram seus serviços contratados pelo Consórcio Nordeste, uma união dos governadores dos nove estados da região, não entregaram os equipamentos prometidos e estão sendo investigadas pela suposta fraude dos aparelhos que seriam usados no combate à pandemia do novo coronavírus.

Os sócios da empresa Hempcare – Cristiana Prestes, Paulo de Tarso e Luiz Henrique Ramos – foram presos e prestaram depoimentos sobre a vendas que totalizam 48,7 milhões de reais. A empresa nunca fabricou ou teve respiradores.

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Venda fraudada de respiradores foi alvo de operação da Polícia Civil da Bahia

A operação cumpriu três mandatos de prisão e 15 mandatos de busca e apreensão em diversos estados do país. A Biogeoenergy também está sendo investigado por negociação fraudulenta. A investigação é uma iniciativa dos estados de fazer a sua ‘Covidão’, nome que foi dado a uma operação da Polícia Federal que está investigando o governador Wilson Witzel (PSC-RJ) por ter superfaturado obras em Hospitais de Campanha no Rio de Janeiro.

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A Hempcare deveria entregar 300 respiradores para o Consórcio Nordeste. Destes, 60 ficariam com a Bahia e os outros estados receberiam com 30 cada. Nenhum ventilador clínico para UTI, instrumento importantíssimo para salvar vidas de casos graves do novo coronavírus, foi entregue. A empresa alegou que todos os ventiladores comprados da China estavam quebrados.

A Polícia Civil só encontrou um respirador em posse dos sócios. Acredita-se que o equipamento era utilizado para exibição da venda.  O procurador do Estado da Bahia, Paulo Moreno, afirmou em coletiva que o importante agora é reaver o valor com urgência: “Se nós recuperarmos esses valores, teremos a chance de fazer uso desse dinheiro para outra compra. Vamos tomar todas as medidas para reaver essa quantia”.

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“O estabelecimento se apresentava como revendedor dos produtos e tentou negociar de forma fraudulenta com vários setores no país, entre eles os Hospitais de Campanha e de Base do Exército, ambos em Brasília”, afirmou a Polícia Civil da Bahia, à Agência Brasil.

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Fotos: © Tânia Rego/Arquivo/Agência Brasil


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness. No twitter, @porfavorparem.

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