Diversidade

Daniel Radcliffe, de ‘Harry Potter’, responde J.K. Rowling e diz que ‘mulheres trans são mulheres’

09 • 06 • 2020 às 17:28
Atualizada em 09 • 06 • 2020 às 17:49
Yuri Ferreira
Yuri Ferreira   Redator É jornalista paulistano e quase-cientista político. É formado pela Escola de Jornalismo da Énois e conclui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Já publicou em veículos como The Guardian, The Intercept, UOL, Vice, Carta e hoje atua como redator aqui no Hypeness desde o ano de 2019. Também atua como produtor cultural, estuda programação e tem três gatos.

O ator Daniel Radcliffe, a estrela da saga ‘Harry Potter’, respondeu a autora dos livros J. K. Rowling após comentários transfóbicos da escritora. Rowling havia criticado o uso do termo “pessoas que menstruam”, que, para ela, é um sinônimo de ‘mulheres‘. Radcliffe relembrou a criadora do universo de HP que mulheres trans – que são mulheres – não menstruam e que homens trans – que são homens – menstruam também.

Ator da saga Harry Potter criticou posicionamento transfóbico de J. K. Rowling

A polêmica começou quando J. K. fez um tweet criticando um artigo que tinha como nome ‘Criando um mundo mais igualitário no pós-coronavírus para pessoas que menstruam’, do site Devex.com. Rowling ironizou o título do texto, dizendo que as pessoas que menstruam são as mulheres, e que o artigo deveria ter usado esse termo.

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Depois, tentou se desculpar falando que pessoas trans são livres para se expressar, mas que a experiência de ter nascido com sexo biológico feminino é um fator importante. As discussão entre o feminismo radical e o movimento LGBT é longa no campo político e acadêmico.

Daniel Radcliffe, que interpretou o personagem de ‘Harry Potter’ no cinema, publicou um artigo no portal Trevor.org, que busca lutar pelos direitos LGBT. Ele ressaltou a importância de J. K. Rowling na sua vida e disse que a crítica não se tratava de um ataque pessoal, mas uma reflexão sobre a fala da autora.

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“Mulheres trans são mulheres. Qualquer afirmação que diga o contrário é uma maneira de apagar a identidade e a dignidade das pessoas trans e vai contra todos as recomendações dadas por profissionais de assistência social que tem muito mais conhecimento sobre o assunto do que J. K Rowling ou eu. De acordo com o projeto Trevor, 78% das pessoas trans e não binárias jovens são objeto de discriminação por sua identidade de gênero. É claro que precisamos fazer mais por essa população, não invalidar suas identidades e causar ainda mais dor”, afirmou Radcliffe.

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