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Derek Chauvin, policial branco que matou George Floyd, tem histórico de raiva, humilhação e poucas punições

por: Redação Hypeness

Derek Chauvin é o nome do policial que, por quase nove minutos, se manteve ajoelhado no pescoço de George Floyd, mantendo-o preso no chão enquanto ele suplicava: “não consigo respirar”. O resultado disso foi a morte de um homem negro, que despertou uma onda de protestos que estão abalando os Estados Unidos e o mundo. 

Chauvin foi expulso da polícia de Minneapolis, preso e transferido para uma prisão de segurança máxima enquanto enfrenta várias acusações de homicídio. Ao mesmo tempo em que ele é alvo da promotoria, o mundo está descobrindo que a morte de Floyd poderia ter sido evitada, se cuidados com Chauvin tivessem sido tomados. 

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O policial acumula histórico de atitudes violentas

Chauvin está no Departamento de Polícia de Minneapolis por quase 19 anos. Durante esse período, pelo menos 17 investigações foram abertas sobre suas ações, segundo informações do Departamento de Assuntos Internos da força policial.

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No entanto, em apenas dois casos houve consequências para ele: ele recebeu duas cartas de repreensão. Em teoria, o encerramento dos casos sem sanções indica que as denúncias não puderam ser comprovadas – contudo, a quantidade de denúncias deveria ter preocupado mais a corporação. Entre as acusações estão abuso de poder e uso de “linguagem humilhante” com detidos. 

No estado, a acusação de assassinato em segundo grau exige que o promotor público prove que Chauvin pretendia matar Floyd ou que ele o matou enquanto praticava outro crime. Se provado, pode levar a uma pena de prisão de até 40 anos.

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Nesta segunda-feira (8), uma primeira audiência judicial do caso foi realizada por videoconferência. Nela, a pedido da Promotoria, foi fixada uma fiança de US$ 1,25 milhão sem condições ou US$ 1 milhão com condições. A próxima audiência está marcada para o dia 29 de junho.

Em sentido horário: Derek Chauvin, Tou Thao, Thomas Lane e Alexander Kueng, os quatro policiais envolvidos no assassinato de George Floyd

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Enquanto isso, o policial Thomas Lane, um dos três agentes denunciados como cúmplices do assassinato de George Floyd, pagou uma fiança de US$ 750 mil (equivalentes a R$ 3,7 milhões) e foi solto, segundo o jornal The New York Times. Os outros dois, J. Alexander Kueng e Tou Thao, continuam presos.

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Fotos: Minnesota Department of Corrections and Hennepin County Sheriff's Office


Redação Hypeness
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