Tecnologia

Faceapp ressurge com segurança duvidosa e histórico de racismo

por: Redação Hypeness

A brincadeira do sábado (13) nas redes sociais, principalmente para quem ficou em casa sem furar a quarentena, foi “trocar de gênero” com o auxílio da tecnologia. Estamos falando do FaceApp aplicativo para Android e iOS, que bombou há exatamente um ano. Mas, na primeira vez que viralizou, a função mais usada era a de envelhecer o rosto dos usuários em fotos.

O programa ressurgiu como um dos assuntos mais comentados no Twitter, com milhares de postagens em que as pessoas não só brincaram com a própria imagem, mas também de personagens e pessoas famosas. Mas há quem tenha ficado preocupado com o ressurgimento do FaceApp. 

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Apesar da proposta divertida, o aplicativo de origem russa, que soma mais de 100 milhões de instalações na Google Play Store, foi alvo de discussões sobre privacidade e ciberespionagem, inclusive sendo investigado pelo FBI, por conta de sua política de privacidade fraca, com muitas brechas que preocupam em relação à proteção dos dados do usuário.

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Entre os trechos polêmicos da Política de Privacidade do FaceApp está um que diz o seguinte: “Usamos ferramentas de estatísticas de terceiros para nos ajudar a mensurar o tráfego e as tendências de uso do Serviço. Essas ferramentas coletam informações enviadas pelo seu dispositivo ou nosso Serviço, incluindo as páginas web que você visita, add-ons e outras informações que nos ajudem a melhorar o Serviço. Coletamos e usamos estas informações estatísticas com informações estatísticas de outros Usuários, assim ela não pode ser usada para identificar qualquer Usuário em particular”.

Ou seja, ao concordar com as diretrizes, no momento de instalação do app o usuário autoriza que o FaceApp e empresas parceiras possam coletar dados como o histórico de navegação na internet, por exemplo. Bem Black Mirror, não é mesmo? 

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Para piorar a situação, a inteligência artificial do aplicativo ainda foi acusada de racismo ao embranquecer pessoas negras a partir de um filtro de “embelezamento” para tornar a selfie do usuário “mais sexy”. Na época, a Wireless Lab OOO, desenvolvedora do aplicativo pediu desculpas publicamente pelo ocorrido.

“Nossas desculpas por este problema inquestionavelmente sério. É um efeito indesejável da rede neural do aplicativo, mas não é um comportamento que desejamos. Para resolver o problema, nós renomeamos o efeito para excluir qualquer conotação associada a ele. Também estamos trabalhando para encontrar uma solução definitiva”, declarou a empresa, via nota.  

Parece que está na hora de encontrarmos aplicativos mais legais para nos divertimos durante a quarentena, não é mesmo? 

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Foto: Divulgação / FaceApp


Redação Hypeness
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