Arte

Ilustrador e poeta criam ‘coestelário’ para homenagear artistas mortos em 2020

Veronica Raner - 18/06/2020 | Atualizada em - 19/06/2020

A poesia brasileira perdeu grandes nomes em 2020. Vítimas do coronavírus ou de outras enfermidades, mestres da escrita como Rubem Fonseca, Laura Felizardo, Nirlando Beirão, Moraes Moreira, Terêza Tenório, entre outros deixaram a vida terrena mas não levaram consigo seus versos. Para homenageá-los, a Companhia das Letras convidou o ilustrador Daniel Kondo e o poeta Guilherme Gontijo Flores para criar ‘Coestelário: mundo para rememorar‘, projeto visual para relembrar a arte deixada por aqueles que se foram.

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Juntos, Daniel e Guilherme criaram túmulos em poesia virtual destinados a cada um dos artistas mortos. As imagens são inspiradas em antigas estelas funerárias, — tradição artística em túmulos desde a Grécia antiga — e contém versos em homenagem ao repertório e ao legado deixados por eles.

É assim, como um coestelário em movimento, inacabado, condenado ao incompleto, como um gesto de agradecimento pelas vidas que pudemos viver graças a tanta gente, que apresentamos de agora em diante cada estela”, disseram, em nota oficial.

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Entre os homenageados, também está a cantora gospel Fabiana Anastácio (1975-2020) e Naomi Munakata (1955-2020), maestrina que estava à frente do coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). “Fenece uma flor rara de Hiroshima. A ponte estreita onde o coral se afina”, diz a estela dedicada à japonesa radicada no Brasil.

Veja as homenagens feitas em forma de estelas:

Naomi Munakata (1955-2020)

Flávio Migliaccio (1934-2020)

Fabiana Anastácio (1975-2020)

Laura Felizardo (1928-2020)

Luiz Vieira (1928-2020)

Little Richard (1932-2020)

Nirlando Beirão (1948-2020)

Michael Sorkin (1948-2020)

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Fotos: Reprodução


Veronica Raner
Jornalista em formação desde os sete anos (quando criou um "programa de entrevistas" gravado pelo irmão em casa). Graduada pela UFRJ, em 2013, passou quatro anos em O Globo antes de sair para realizar o sonho de trabalhar com música no Reverb. Em constante desconstrução, se interessa especialmente por cultura, política e comportamento. Ama karaokês, filmes ruins, séries bagaceiras, videogame e jogos de tabuleiro. No Hypeness desde 2020.

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