Debate

Japinha reconhece áudios e é afastado do CPM 22 em caso que não deve ser normalizado

por: Karol Gomes

Após acusações de troca de mensagens de teor sexual com menor de 16 anos, Ricardo Japinha, baterista do CPM 22, confirmou em entrevista ao G1, a veracidade das imagens divulgadas no Twitter de um diálogo entre ele e uma fã. Na conversa ela diz ter 16 anos – na época, o músico tinha 38 anos. As mensagens são de 2012 e os dois falam sobre de namoro e virgindade. Japinha diz, hoje, que eram “brincadeiras” sem “intenção de seduzir”.

A denúncia foi feita no dia 4 de junho de forma anônima, em um perfil chamado ‘Exposed emo‘, no Twitter. Nos últimos dias, a hashtag #exposed tem sido usada em denúncias feitas por mulheres relatando abusos e assédio. Nas imagens da conversa, após a fã dizer que tem 16 anos, ele pergunta se ela “já fez amor” e continua fazendo elogios e falando sobre namoro. 

– Rock’n’Roll Hall of Fame mantém exposição sobre Michael Jackson após novas denúncias de pedofilia

Japinha não faz mais parte do CPM 22

Logo após a declaração, a banda CPM 22 anunciou o afastamento de Japinha. “Após os últimos acontecimentos, decidimos pelo afastamento do nosso baterista, Ricardo Japinha, reafirmando nossa posição de não compactuar com atitudes desrespeitosas com quem quer que seja. A banda continua”, diz o comunicado.

– Elijah Wood denuncia pedofilia em Hollywood: ‘é organizada’

A repercussão negativa aumentou nesta terça-feira (9), depois que o baixista do CPM 22, Fernando Sanches, saiu da banda. Ele fez o anúncio no Instagram, mas não disse o motivo. Japinha também diz não saber a causa. Mas diz que o resto da banda está “se prontificando” a defendê-lo.

View this post on Instagram

Comunicado

A post shared by CPM 22 (@cpm22) on

– Silvio Santos promove concurso com crianças de maiô e gera debate sobre sexualização infantil

No mesmo dia, o baterista divulgou um texto, também no Instagram, dizendo que “jamais agiria com o intuito de machucar alguém”, e reclamando de “informações que não condizem com a verdade”.

Novamente ao G1, o baterista esclareceu o texto. Japinha disse que, no perfil no Twitter, há comentários caluniosos e relatos que não são verdadeiros, mas voltou a afirmar que a conversa retratada no print foi real.

– 300 padres são acusados de mais de 1 mil casos de pedofilia nos EUA

Quem também se pronunciou foi Nicole Kajihara, que teve uma filha com o baterista. Ela usou as redes sociais, na noite da última quarta-feira (10), para desabafar sobre a relação dele com a filha Sophia, de 10 anos. Ela acusou o artista de usar a filha para tentar limpar a imagem. 

– Vídeo denuncia como pedófilos usam algoritmos do YouTube para cometer crimes

Nicole revelou que Japinha nunca foi um bom pai e agora resolveu envolver a criança em seu texto de defesa de acusações. “Resolveu ser pai, publicamente, mesmo sob o meu pedido de não envolvê-la nessa situação. Continuaria sem me pronunciar, mas devido aos acontecimentos dos últimos dias envolvendo um comportamento que eu, mulher e mãe independente repugno, tenho lido muitas histórias desconexas e inverdades a meu respeito e a respeito da minha filha”, criticou a ex de Japinha no post.

Nicole demonstrou ainda preocupação com a maneira com que a filha pode entender as notícias sobre o pai. “Minha filha está crescida e já começa a ter contato com a mídia, então, após refletir, resolvi me posicionar para esclarecer qualquer fato a nós relacionado”, afirmou, que também revelou que o baterista demorou para contar sobre a existência da filha para a própria família. “Já que passou toda a vida escondendo, que não a expusesse agora”, completou.

Asessoria de imprensa de Ricardo Japinha entrou em contato com o Hypeness contestando o uso do termo pedofilia nesta mesma matéria. Publicamos abaixo a íntegra do direito de resposta do baterista.

Abrimos espaço a seguir para o direito de resposta de Ricardo Japinha: 

“No dia 12.06.2020, foi emitida uma nota nesse respeitável órgão de imprensa e que acabara replicada junto à plataforma de internet com o tema: “Japinha reconhece áudios e é afastado do CPM 22 em caso que não deve ser normalizado”
 
É certo que a matéria publicada faz menção de forma destacada que (sic): “Após acusações de pedofilia, Ricardo Japinha, baterista do CPM 22, confirmou, em entrevista ao G1, a veracidade das imagens divulgadas no Twitter de um diálogo entre ele e uma fã.”
 
No entanto, cumpre ressaltar que o baterista Ricardo Japinha NÃO FOI ACUSADO DE PEDOFILIA e sequer poderia sê-lo, pois com base no ordenamento jurídico de nosso País, a menor em questão possuía 16 (dezesseis) anos e por tal razão não se aplica tal tipificação e sequer crime, bem como, a destacar que o Japinha JAMAIS teve qualquer contato físico ou sequer a encontrou em momento algum de sua vida, quer em 2012, quer até os dias de hoje.

Dessa forma, solicitamos à esse órgão de imprensa pra que proceda RETIFICAÇÃO na nota emitida com o termo “pedofilia” e que extraia todos os textos onde indique tal termo, além de comunicar à todos os órgãos que replicam matérias desse respeitável órgão de imprensa, sob pena de incorrer em exposição à imagem do Sr. Ricardo (conhecido como Japinha).

O pedido se faz para que não haja incursão da imagem do Ricardo Japinha indexada ao termo “pedofilia” cuja gravidade do tema é de grande e irremediável extensão, e cuja verdade real não o insere em qualquer possibilidade em tal crime”.

Publicidade

Foto: Reprodução / Instagram


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Habib’s é acusado de confiscar gorjetas e exploração de funcionários em ação trabalhista