Debate

Monica Iozzi diz que irmã contraiu coronavírus e critica postura da empresa: ‘Ganância’

por: Yuri Ferreira

Monica Iozzi fez uma denúncia contra a empresa em que sua irmã trabalhava. A familiar da global contraiu coronavírus após ser obrigada a trabalhar presencialmente em uma firma que não prestava serviços essenciais. Segundo a atriz e apresentadora, a companhia não permitiu a prática de home office nem para funcionários como sua irmã, que mora com a mãe, de 68 anos, que faz parte do grupo de risco da covid-19.

A denúncia foi feita através dos stories do Instagram. “Ela não pôde fazer a quarentena. O dono da empresa em que ela trabalha não permitiu que seus funcionários trabalhassem de casa”, escreveu Iozzi. A realidade da irmã da global é a de milhares de brasileiros.

– Quem é o brasileiro Nobel da Paz morto por coronavírus

Monica Iozzi usou as suas redes sociais para criticar empresas que forçam seus funcionários ao trabalho presencial

A atriz ainda aproveitou para cutucar as autoridades, reiterando que deveriam existir leis para conter o contágio dentro de empresas e fiscalizar melhor a quarentena, especialmente em serviços não essenciais que continuaram abertos secretamente durante a pandemia.

– Coronavírus e relações de trabalho: mais de 40% do mercado, informais sofrem com paralisações

“Mesmo avisando a empresa de que ela mora com a minha mãe, uma senhora de 68 anos, que faz parte do grupo de risco, ela não pode fazer home office. É isso que dá o Estado não fazer o que tem de ser feito. Não dá para não colocar a vidas das pessoas em risco apenas ‘recomendando’ que os empresários respeitem a quarentena. O egoísmo, a ganância e a irresponsabilidade de alguns empresários e governantes ainda vão matar muita gente. Que momento triste que vivemos, que revoltante”, afirmou a atriz.

Enquanto algumas firmas seguem o caminho contrário, como o Twitter, que afirmou que irá instaurar o modelo de home office de maneira permanente, outras companhias tentam burlar as fiscalização do governo e se manter de portas abertas a qualquer custo.

Um dos casos mais conhecidos foi a clínica estética da cirurgiã plástica Lygia Kogos, que estava dando cloroquina para seus funcionários profilaticamente – metodologia comprovadamente ineficaz – para manter suas aplicações de botox operando no QG de sua clínica estética nos Jardins, em São Paulo.

Infelizmente, diversos empresários se manifestaram contra a quarentena e os efeitos de saúde na população, como Roberto Justus e Junior Durski. O isolamento social mal feito, como tem acontecido no Brasil, pode ser um dos principais motivos para explicar o porquê do Brasil já ser o 4º país com mais mortes e o 2º com mais infectados pelo novo coronavírus.

Publicidade

Fotos: Reprodução/Instagram


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness. No twitter, @porfavorparem.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Mel Lisboa e a exposição de briga com professora da filha diz muito sobre ética nas redes sociais