Debate

Mulheres protestam pela insistência da indústria da moda em seguir o padrão de magreza

por: Vitor Paiva

Uma das maiores responsáveis pela afirmação e manutenção de padrões de beleza excludentes e impossíveis, a indústria da moda não parece capaz de aprender que todos, e não somente as pessoas de corpo absolutamente magro, merecem se vestir ao gosto e ao conforto de cada um. E para mostrar que a imposição da magreza como padrão vai muito além dos desfiles de moda – e também para tentar conscientizar as marcas – a blogueira fashion Katie Sturino começou o movimento #MakeMySize (Faça meu tamanho, em tradução livre) para mostrar diretamente às empresas a dificuldade que as mulheres enfrentam para encontrar roupas feitas de fato para seus corpos, com qualidade, apuro estético, conforto, e tudo que todos merecem.

A paciência de Sturino começou a acabar quando percebeu que, ao encomendar uma porção de roupas online, a maior parte das peças não correspondia ao que seus números prometiam, e simplesmente não cabiam nela. E, pasmem, a blogueira enfrentou tal dilema em plena Nova York, possivelmente a cida no mundo que mais oferece opções de compras em geral.

Assim, ela imaginou qual não seria a dificuldade de melhores em outras regiões dos EUA ou do mundo – e assim decidiu começar sua campanha, com a hashtag que reúne imagens de mulheres diversas lutando contra as falsas numerações, os moldes impossíveis, os padrões de beleza que as marcas de roupa seguem impondo.

Entre as muitas táticas da indústria, a desinformação e a falta de apreço e qualidade por peças maiores do que a magreza padrão parecem imperar: como é possível, pergunta a blogueira, que uma pessoa vista um número em uma loja, e outro muito maior em outra? “Eu cheguei ao meu limite com estilistas que não consideram meu tipo de corpo”, ela escreveu em um post.

“Por favor, postem suas selfies frustradas em provadores e os modelos que vocês gostariam que estivessem disponíveis para vocês”, ela convida, sugerindo o uso da hashtag #MakeMySize. Segundo Sturino, o propósito da campanha é mostrar para as marcas “quantas mulheres lindas eles estão desprezando” sem aumentarem a modelagem de suas peças.

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© fotos: Instagram


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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