Diversidade

Para arrecadar doações, artistas LGBTQI+ criam camisa colaborativa que retrata rotina na pandemia

Veronica Raner - 18/06/2020

Passar pela pandemia tem sido uma experiência diferente para cada pessoa. Com o intuito de retratar esses momentos individuais, 22 artistas visuais LGBTQI+  juntaram-se para produzir uma camiseta colaborativa com ilustrações reproduzindo como cada um deles têm vivido esses dias. A peça faz parte do projeto Suporte, que surgiu com o intuito de fortalecer aqueles que compartilham vivências de vulnerabilidade nesse sentido. O período de venda da camiseta é limitado e segue o calendário do mês do orgulho LGBTQI+: apenas entre os dias 17 e 26 de junho. Todo lucro obtido com a comercialização da peça será revertido para instituições de apoio à comunidade gay.

A camisa branca traz palavras motivacionais de esperança e desenhos coloridos — em tons de laranja, rosa e roxo — que mostram pessoas se abraçando, meditando, fazendo exercícios e dançando. O valor da peça é de R$ 100 (clique aqui para comprar).

Lidar com as questões de ser LGBTQI+ em dias pandêmicos é outra história, viu? E com o intuito de fortalecer pessoas e corpos já submetidos a situações de vulnerabilidade histórica, produzimos essa iniciativa com o apoio de todos os artistas que toparam entrar nessa também, trazendo suas inquietações criativas! E nada melhor do que enfrentar esse momento com uma rede de apoio organizada, criativa e direta”, diz uma das imagens publicadas no Instagram da campanha.

As doações serão destinadas a duas instituições: o Instituto Transviver, no Recife, e a Casa Chama, de São Paulo. A primeira é um projeto voltado para o acompanhamento e apoio psicológico de pessoas trans, podendo atender a gays, lésbicas e bissexuais também. A segunda é uma associação cultural de cuidados LGBTQI+, que surgiu da necessidade de criar mais espaços de pesquisa, discussão e ação que abraçasse as pessoas.

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Fotos: Reprodução


Veronica Raner
Jornalista em formação desde os sete anos (quando criou um "programa de entrevistas" gravado pelo irmão em casa). Graduada pela UFRJ, em 2013, passou quatro anos em O Globo antes de sair para realizar o sonho de trabalhar com música no Reverb. Em constante desconstrução, se interessa especialmente por cultura, política e comportamento. Ama karaokês, filmes ruins, séries bagaceiras, videogame e jogos de tabuleiro. No Hypeness desde 2020.

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