Sustentabilidade

Praia de areia verde é alternativa no combate às mudanças climáticas

por: Gabriela Glette

Conhecidas por serem uma das mais belas praias do mundo, as praias do Caribe agora também ajudarão a combater as mudanças climáticas. Uma organização sem fins lucrativos acaba de lançar o inovador Projeto Vesta, que pretende espalhar um mineral verde na areia com o intuito de retirar o gás carbônico do ar. Segundo Tom Green, diretor executivo do projeto, o objetivo é “ajudar a reverter as mudanças climáticas, transformando um trilhão de toneladas de dióxido de carbono em rocha”.

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Apesar de parecer mega tecnológico, o mineral verde, chamado olivina moída, não faz mais do que acelerar um processo natural que normalmente ocorre muito lentamente, ao longo de milhares de anos. “Quando a chuva cai sobre rochas vulcânicas, essas rochas dissolvem-se e desencadeiam uma reação química que puxa o dióxido de carbono para fora da atmosfera e entra na água como uma molécula chamada bicarbonato”, explica Green.

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Sendo assim, ao moer a olivina e espalhá-la nas praias onde as ondas podem dissolver, inicia-se uma reação que retira o CO2 do ar e os organismos marinhos podem utilizam o bicarbonato para construir conchas. Diversos estudos já haviam citado esta possibilidade, mas até agora ninguém tinha se disposto a colocar em prática. Grren disse que já são mais de 30 anos de pesquisa científica e inúmeras experiências em laboratório: “Agora precisamos provar que isto realmente funciona na natureza”, completa.

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Financiado pela Stripe – empresa de processamento de cartões de crédito, a iniciativa se comprometeu a gastar US $ 1 milhão por ano em “emissões negativas” ou tecnologias de remoção de carbono. Agora resta aguardar pelo fim da pandemia do coronavírus para que o projeto seja colocado em prática, em uma ilha não revelada no Caribe.

Críticas ao projeto

Alguns críticos levantam a possibilidade de a olivina liberar metais pesados ​​como o níquel, embora Green diga que o níquel liberado na água não é biodisponível, o que significa que não deve impactar as espécies marinhas. Segundo ele, o processo irá inclusive beneficiar a vida marinha, porque também ajuda a combater a acidificação do oceano.

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Fotos: divulgação


Gabriela Glette
Uma jornalista e produtora de conteúdo que mora na França. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias. Gabriela também é fundadora do site Quokka Mag, onde fala apenas sobre coisas boas!

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