Criatividade

Professor se fantasia de Darth Vader e Freddie Mercury para amenizar aula online na pandemia

por: Vitor Paiva

Se parte do trabalho do professor em uma sala de aula é conseguir vencer a o tédio e a resistência dos alunos, a dificuldade de tal tarefa se torna ainda mais aguda e complexa em tempos de isolamento, com as aulas tendo de acontecer remotamente, através das frias e tediosas videoconferências. O que fazer para trazer mais diversão e vencer as infinitas possibilidades que a internet ou mesmo as casas dos alunos podem oferecer como concorrência às aulas atuais? O professor curitibano Fábio Muniz percebeu que a distância imposta pela pandemia exigia que ele reinventasse sua maneira de lecionar – e colocou em cena sua imaginação, suas fantasias e literalmente seus personagens e artistas preferidos.

Freddie Mercury

Seu material didático para as aulas que dá em cursos de jornalismo, publicidade e design na Universidade Positivo, na capital parananese, passou a incluir perucas, máscaras, fantasias e o Photoshop, para assim encarnar personagens como Darth Vader, Yoda e Chewbacca, de Guerra nas Estrelas, os agentes do filme Matrix e mesmo artistas lendários como Freddie Mercury e os membros da banda Kiss.

Matrix

Mas o esforço de Muniz não para por aí: além dos figurinos, o professor investiu em um fundo verde como um “chroma key”, para poder se inserir em fundos digitais e simular ambientes e situações especiais – tudo para tornar suas aulas ainda mais especiais.

Darth Vader

“Tem muitos alunos que moram sozinhos, que a família está longe, muitos que estão tristes a base de remédios. Quando você se dispõe a bater esse papo com o aluno, ele te enxerga diferente”, diz o professor, que começou com uma simples peruca em uma primeira aula digital, para quebrar o gelo. “Não é papel do professor, mas a gente não pode negar essa ajuda, essa conversa. Então, aquele professor maluco que eles têm também é amigo deles.”.

Kiss

O sucesso das fantasias de tal forma se deu que Muniz estabeleceu uma parceria com uma aluna que possui uma casa de festas, e passou a poder pegar as fantasias emprestadas do local – e assim ampliar seu repertório.

O professor diante de seu fundo verde para o ‘chroma key’

“Minhas aulas são ‘práticas’, então isso me deu uma liberdade maior. Outros professores, que têm conteúdos mais teóricos, nem conseguem pensar em fazer algo assim. Só eu que tenho um parafuso a menos mesmo”, afirmou, em entrevista para o site G1. Alguns estudantes passaram a também se fantasiar para as aulas, que definitivamente passaram a conquistar a absoluta atenção dos estudantes.

O Náufrago e seu amigo Wilson

A pergunta que não quer calar entre todos os alunos do professor Fábio Muniz, no entanto, é uma só: as fantasias irão continuar quando as aulas voltarem a ser presenciais? Fábio garante que já está pensando em algumas surpresas para essa volta – para que a boa relação construída continue.

Rambo

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© fotos: arquivo pessoal


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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