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Yarsagumba: o parasita mais caro do mundo que vale 3 vezes seu peso em ouro

por: Redação Hypeness

Yarsagumba (Ophiocordyceps sinensis) é considerado o parasita mais caro do mundo. Cada quilo deste fungo tibetano vale cerca de US$ 100 mil – mais de meio milhão de reais.

Popular entre os chineses por suas supostas propriedades medicinais, que creditam à yarsagumba a cura da impotência, asma e até câncer. No passado, boatos chegaram a sugerir que o parasita poderia ajudar na prevenção contra a SARS, o que carece de embasamento científico.

O fungo também é considerado afrodisíaco e muitas pessoas acreditam que ele seja capaz de melhorar a performance esportiva de quem o consome.

A espécie costuma infectar as larvas de mariposas durante o verão, quando elas trocam de pele e se encontram mais vulneráveis. O parasita mata seu hospedeiro e faz com que cresça uma espécie de cauda com poucos centímetros em uma de suas extremidades.

Segundo a BBC, ele só pode ser encontrado nas montanhas do Himalaia, a uma altitude de 3.000 a 5.000 metros acima do nível do mar em regiões do Butão, Índia, Nepal e Tibete.

Nos meses de maio e junho, milhares de pessoas que vivem nestas localidades se dedicam à colheita da yarsagumba, vendendo o parasita para intermediários por valores muito abaixo do seu preço final. O produto é responsável por mais da metade do orçamento anual de algumas famílias da região.

Devido à altitude em que o fungo é encontrado, aqueles que se dedicam à colheita estão expostas a diversos perigos, inclusive ao risco de avalanches. Em dias alternados, escaladores os encontram para adquirir o parasita pagando cerca de US$ 3,50 a US$ 4,50 por cada peça.

Quando exportado para mercados internacionais, como a China e os Estados Unidos, o material passa a valer dezenas de vezes mais. De acordo com o Oddity Central, o cliente final paga o equivalente a três vezes o peso do fungo em ouro.

A crise climática tem tornado cada vez mais difícil encontrar a yarsagumba e a colheita excessiva do fungo contribui para o problema. Ainda assim, não há indícios de que o seu consumo esteja próximo de diminuir.

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Foto em destaque CC BY-SA 3.0 L. Shyamal

Com informações de BBC e Oddity Central


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