Criatividade

Doce tradicional japonês é transformado em mordidas da Via Láctea

por: Vitor Paiva

O folclore por trás da tradicional celebração anual do Tanabata, o festival japonês das estrelas originado a partir do festival chinês do Qixi, celebra o reencontro entre os deuses estelares Orihime e Hikoboshi – representados, no imaginário mas também nos céus orientais, pelas estrelas de Altair e Vega. A lenda reza que ao longo do ano as duas estrelas enamoradas se veem separadas pela via láctea, para se encontrarem somente no sétimo dia do sétimo mês lunar, também conhecido como 7 de julho. Uma das marcas do Tanabata é a yōkan—a, uma sobremesa gelatinosa feita a partir de uma pasta de feijão vermelho, agar e açúcar. Para a celebração desse ano, uma loja de doces japonesa decidiu redesenhar o doce – não tanto em sua receita, mas sim literalmente, em sua aparência.

Se normalmente os wagashis, tipo de confeito como a yōkan—a, são feitos com ingredientes à base de plantas, na loja Ōmiya a yōkan—a especial é feita de estrelas. Intitulado Ama no Gawa ou Via Láctea, o doce com sabor de limão é apresentado em tonalidades de azul e púrpura adornadas com glitter e ouro comestíveis que transformam o doce em um pedaço do espaço, oferecendo um quadrado da galáxia como sobremesa.

“Feito no estilo kingyoku e com sabor de suco de limão, criamos uma versão da Via Láctea que cabe na palma de nossas mãos”, disse a loja em comunicado. “Usamos várias cores para imitar as nuvens dos céus: primeiro, garanta que você vai saborear as belas cores com seus olhos, para ao fim se deliciar o gosto sutil do limão representando o agridoce amor entre Orihime e Hikoboshi em sua boca”.

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© fotos: Ōmiya/Twitter


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.


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