Ciência

Epidemiologistas alertam que 1ª onda de coronavírus não acabou e está ficando pior

por: Redação Hypeness

Apesar da vontade de acreditar no contrário, a primeira onda do coronavírus ainda não acabou. Na verdade, dados indicam que ela está piorando. Nos Estados Unidos, único país à frente do Brasil em número de mortes e casos, o vice-presidente, Mike Pence, afirmou recentemente que o governo está vencendo a guerra contra o “inimigo invisível”. Segundo especialistas, a afirmação está errada. 

Nós não estamos na segunda onda porque ainda estamos na primeira”, afirma o diretor do Instituto de Saúde Global de Harvard, Ashish Jha, à “Fast Company”. Segundo o portal, poucos estados norte americanos estão tomando as medidas necessárias para conter o avanço do vírus. Nova York, que antes era o epicentro, apresentou um declínio nos números, mas isso não se reflete em outros territórios do país. 

Como uma das maiores favelas da Ásia controlou o coronavírus?

Animação gráfica reproduz formato do coronavírus em imagem.

No Brasil, o pouco contingenciamento que foi feito já está sendo relaxado. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, nós já somamos mais de 1,6 milhão de casos e 65,5 mil mortes e os números não parecer retroceder tão cedo. 

A lógica de separar períodos de contágio de vírus por ondas funciona. A partir de estudos, epidemiologistas tentam prever que tipo de condições favorecem ou não o avanço das contaminações. No caso do novo coronavírus, pesquisas indicam que climas mais quentes diminuem seu poder de transmissão. 

Mesmo assim, políticas públicas unificadas seriam essenciais para evitar que as estatísticas continuem a subir. A obrigatoriedade do uso de máscaras é uma das medidas mais simples e mais eficazes para o controle, que ainda deve contar com distanciamento social e restrições de viagem. Se medidas como essas fossem tomadas de forma coletiva pelos estados, alinhados sob diretrizes do governo federal, já seria um grande avanço.

Projeto celebra afeto com chamada de vídeo entre pacientes com coronavírus e familiares 

Salão de beleza funciona em São Paulo após relaxamento das medidas de isolamento.

Para Ali Khan, um dos diretores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a Covid-19 não é como o vírus da gripe, mas sim, “como o Ebola”. Isso porque o crescente número de contágio indicaria mais uma falha no controle de saúde pública do que um avanço de uma segunda onda. “Você perde a linha de transmissão e fica inapto a controlar o problema”, afirmou, à “Fast Company”. 

De maneira geral, especialistas concordam em uma questão: enquanto não tivermos uma vacina, precisamos evitar que os níveis de transmissão fiquem altos. Isso inclui manter hábitos de distanciamento, usar máscaras, lavar as mãos e só sair de casa em casos de extrema necessidade.

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Foto 1: Unsplash / Foto 2: Getty Images


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