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Nova série de Michaela Coel é um pé na porta do debate sobre abuso sexual

por: Redação Hypeness

Criadora da série “Chewing Gum”, Michaela Coel trouxe genialidade para mais uma produção. Lançada em junho deste ano nos canais BBC One e HBO, a sérieI May Destroy You” tem como gancho principal as diversas fases de um abuso sexual. Interpretada pela atriz britânica, diretora, produtora, compositora, poeta e roteirista, a protagonista e vítima da violência na série é Arabella Essiuedu, uma jovem londrina que não se lembra do que aconteceu na noite passada.

Depois de acordar com um corte na testa e poucas lembranças do que aconteceu na balada, Arabella liga os pontos até perceber que ainda há flashes em sua memória de um homem sobre ela, no banheiro da boate.

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Ao reconhecer que, de fato, um estupro havia acontecido, a personagem vive —no decorrer dos 12 episódios da temporada — a jornada de entender, assimilar e se curar do que ocorreu. Um processo com grandes características autobiográficas para Michaela.

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De acordo com informações do site “InStyle“, a produtora da série sofreu um abuso sexual em 2016, quando teve o drink que bebia batizado com drogas em um bar. “Escrever [o programa] foi definitivamente catártico”, diz Coel em entrevista ao portal. “Gostei de passar pelos diferentes estágios do luto, da depressão à descrença e à aceitação. Foi muito terapêutico. E, é claro, ainda converso com minha terapeuta.”

A série de Michaela Coel explora a temática do abuso sexual do ponto de vista da vítima

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Por meio de um enredo dramático com pitadas de comédia, Michaela consegue mostrar um lado ainda mais realista para o assunto, que exige bastante sensibilidade e, também, didaticidade ao ser abordado. Condutas que podem não parecer estupro — como, por exemplo, tirar a camisinha sem o consentimento da parceira durante a relação sexual —, mas são, aparecem exatamente como o que são na série.

É como o que a atriz diz na mesma entrevista: “Se pudermos expor isso pelo que é, podemos fazer as pessoas pensarem duas vezes sobre o que estão fazendo, se entenderem que o que estão fazendo é literalmente estupro”.

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Foto: Reprodução


Redação Hypeness
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