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Jiboia é resgatada pela Polícia após comer cachorro em João Pessoa

15 • 07 • 2020 às 16:05 Yuri Ferreira
Yuri Ferreira   Redator É jornalista paulistano e quase-cientista político. É formado pela Escola de Jornalismo da Énois e conclui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Já publicou em veículos como The Guardian, The Intercept, UOL, Vice, Carta e hoje atua como redator aqui no Hypeness desde o ano de 2019. Também atua como produtor cultural, estuda programação e tem três gatos.

Na semana passada, uma jiboia foi resgatada pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb) de João Pessoa, na Paraíba, após ter comido um cachorro. Um trabalhador que estava limpando o mato de um terreno no bairro Portal do Sol, na capital paraibana, ligou para as autoridades após fazer a assustadora descoberta de que estava perto de uma serpente de 3 metros.

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Cobra foi encontrada em João Pessoa fazendo a digestão de um cachorro inteiro

Somente no período entre domingo (5) e terça-feira (7), o BPAmb resgatou três cobras. A serpente encontrada pelos policiais tinha um cachorro em seu sistema digestivo, que estava claramente ocupando um baita espaço dentro da jiboia. Essa cobra é conhecida por não ter peçonha. Seu método de ação é bem mais complexo: ela asfixia e mata sua presa, para depois engolir a vítima por inteiro e fazer a digestão por dias.

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Por estar em processo de absorção de nutrientes a cobra não estava particularmente ativa: o resgate foi simples. Segundo os militares responsáveis pelo recuperação do animal, o surgimento sazonal de serpentes na região está relacionado com a época do ano e com o sistema fisiológico dos répteis.

Dá uma olhada no vídeo do animal:

“Nesse período de mudança de clima, com chuvas fortes em um dia e sol no dia seguinte, é comum o aparecimento dos chamados animais de sangue frio, que são aqueles que não são capazes de regular a temperatura de seu próprio corpo, a exemplo de serpentes e jacarés. Ao se deparar com esses animais, é importante acionar o Batalhão de Polícia Ambiental, ficar tendo só o contato visual e jamais tentar pegar, pois isso traz sérios riscos”, disse o tenente Wellington Aragão, porta-voz do BPAmb, ao UOL.

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Fotos: Divulgação/BPAmb


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