Sustentabilidade

Meio ambiente pode ser ainda mais ameaçado com florestas artificiais; entenda

por: Redação Hypeness

A ideia de que o reflorestamento seria a cura milagrosa da atmosfera está em xeque. Dois estudos publicados recentemente mostram que, na verdade, o plantio excessivo de árvores pode ser prejudicial ao meio ambiente. “Se as políticas para incentivar plantações de árvores são mal projetadas, há um alto risco de não apenas desperdiçar dinheiro público, mas também liberar mais carbono e perder a biodiversidade”, afirma o pesquisador Eric Lambin, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Análises indicam que o investimento massivo na plantação de árvores pode acabar reduzindo a biodiversidade e tendo pouco resultado na diminuição das emissões de carbono. Além disso, há evidências de que as árvores possam absorver bem menos carbono do que pesquisas anteriores previam. 

Reflorestamento não é solução milagrosa para proteger o meio ambiente.

Baseados nessa expectativa, muitos países colocaram como meta alcançarem um determinado número de árvores plantadas. Os Estados Unidos mesmo, na figura do presidente Donald Trump, apoiam uma campanha que visa semear um trilhão de novas mudas. 

Em 2011, o governo alemão junto à União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) foram responsáveis por lançarem o Desafio de Bonn. A campanha visava estimular outras nações a aderirem o projeto de restaurarem 15 milhões de hectares de terras desmatadas até 2020 e 350 milhões de hectares até 2030. A medida foi abraçada pela ONU em 2014. 

Porém, cientistas observam que a plantação deliberada de monoculturas ou outros tipos de árvores pode acabar sendo mais prejudicial do que benéfico. A maioria esmagadora dos compromissos envolvendo as plantações tem se baseado em árvores que produzem algum tipo de fruto específico — certamente mais lucrativo do que outras culturas. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da França, Emmanuel Macron, plantam um árvore nos jardins da Casa Branca.

Por outro lado, a partir de análises feitas no norte da China, cientistas perceberam algo alarmante. Amostras retiradas de solos pobres em carbono em que foram adicionadas novas plantações apresentaram um aumento na densidade de carbono orgânico. Já os solos que já tinham muito carbono viram essa densidade reduzir com as novas árvores. 

“Esperamos que as pessoas possam entender que o reflorestamento não é a única atitude a ser tomada. Isso envolve muitos detalhes técnicos e equilíbrios de diferentes partes que, sozinho, não vai resolver nossos problemas climáticos”, disse o principal autor do estudo, Anping Chen, da Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos.

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Foto 1: Unsplash / Foto 2: Getty Images


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