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‘Operação Snake’ prende suspeito de tráfico de animais picado por cobra naja

por: Redação Hypeness

O estudante de veterinária Pedro Henrique Krambeck foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (29). O jovem de 22 anos, picado por uma cobra naja mantida ilegalmente em cativeiro, é suspeito de crime ambiental e de tentar atrapalhar as investigações. 

A prisão é temporária, ou seja, tem validade de cinco dias e pode ser prorrogada por igual período. A medida faz parte da quarta fase da ‘Operação Snake’, que investiga esquema de tráfico de animais associado ao caso da naja. Na semana passada o amigo de Pedro, Gabriel Ribeiro de Moura, de 24 anos, também foi detido por suposta tentativa de ocultar provas de crimes, sendo apontado como o responsável por esconder serpentes do colega. 

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Pedro foi picado por uma cobra naja no início de julho, ficou em coma e internado até o dia 13 de julho, mas apresentou um atestado médico e só prestaria depoimento em agosto. Em 16 de julho, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) informou que o estudante foi multado em R$ 81,3 mil por também dificultar a ação do órgão, manter animais nativos e exóticos em locais inapropriados e sem autorização, além de maus-tratos.

De acordo com as investigações, Pedro criava a naja em casa e teria ainda a posse de outras cobras exóticas, sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo a Polícia Civil, o estudante criava a cobra em casa ilegalmente e seria o proprietário de pelo menos outras 16 serpentes. Nas redes sociais, Pedro compartilhava fotos com os animais.

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Pedro Henrique Krambeck colecionava serpentes e publicava fotos em suas redes sociais

Pedro foi detido na própria residência, no Guará, por equipe da 14ª Delegacia de Polícia (Gama), responsável pelas investigações. A Polícia Civil afirma que um perito médico-legista acompanhou o cumprimento do mandado de prisão para verificar as condições de saúde do jovem.

O estudante teve que tomar soro antiofídico do Instituto Butantan, de São Paulo, único local que possuía o antídoto no país, mas para fins de pesquisa, já que a espécie não é da fauna brasileira. Nativa da África e da Ásia, a naja é considerada uma das espécies mais venenosas do mundo.

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Familiares do jovem já prestaram depoimento à corporação. Entre eles, o padrasto, que é tenente-coronel Eduardo Condi, da Polícia Militar do Distrito Federal. A naja foi encontrada um dia após a picada, dentro de uma caixa, nas proximidades de um shopping no Lago Sul. 

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Na mesma semana, as outras 16 cobras foram localizadas em um haras, em Planaltina. Segundo as investigações, os animais foram escondidos por Gabriel Ribeiro, amigo de Pedro.

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Gabriel foi detido no dia 22 de julho. No último sábado (26), o 1º Juízo Criminal do Gama prorrogou a prisão temporária por mais cinco dias. Ele é suspeito de participar do esquema criminoso. Outros dois estudantes amigos do Pedro também prestaram depoimento, mas não chegaram a ser presos.

Nas últimas semanas, a Polícia Civil intensificou as investigações sobre a criação ilegal de espécies exóticas no DF. Segundo a corporação, o caso da naja revelou um esquema de tráfico de animais com prováveis ramificações internacionais.

Nesta última quinta (23), uma servidora do Ibama foi afastada das funções por suspeita de envolvimento no esquema. Antes disso, em 17 de julho, um outro funcionário do órgão já havia sido suspenso pelo mesmo motivos.

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Foto 1: Reprodução / TV Globo
Foto 2: Reprodução / Instagram


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