Ciência

Os segredos deste misterioso livro intraduzível de 600 anos

por: Redação Hypeness

Um livro de 600 anos, 240 páginas, feito de pele de vaca e que nunca foi traduzido. O mistério por trás do Manuscrito Voynich já foi alvo de fixação por estudiosos, pesquisadores e até pelos responsáveis por quebrar os códigos nazistas da Segunda Guerra Mundial, mas nunca foi desvendado. São folhas e folhas de desenhos e palavras datados do século XV em um idioma nunca descoberto. A data afasta qualquer possibilidade de se tratar de uma espécie de “menino do Acre”.

O livro faz muitas referências a plantas e elementos botânicos. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, já descobriram que parte das ilustrações presentes no manuscrito foram feitos usando frutas, nozes, ovos e vinhos. Edith Sherwood, pesquisadora especialista em plantas, afirma que os elementos de flora e fauna retratadas no documento parecem ser da região do Mediterrâneo. 

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As páginas do Manuscrito Voynich são repletas de ilustrações de plantas e ervas.

O nome, “Manuscrito Voynich”, vem de um dos muitos donos que o livro já teve. Wilfred M. Voynich comprou a obra de uma faculdade jesuíta em Roma, que, segundo dizem, estava doando muitos artigos de sua biblioteca para o Vaticano. O manuscrito acabou não sendo aceito pela Igreja e caiu nas mãos de Voynich. Desde 1969, ele está na Biblioteca Beinecke de livros e manuscritos raros.

Estudiosos já identificaram que o livro é dividido por seções. Há partes sobre ervas, outras sobre elementos medicinais e até desenhos de estrelas. Por mais que o discurso de que seja um livro deixado por extraterrestres seja empolgante, é provável que o objeto verse sobre medicina, mas de uma forma velada para evitar a perseguição da igreja. 

Na Idade Média, não havia um pensamento coletivo que dividisse o lado espiritual da área da saúde. Os dois assuntos eram abordados quase que como um só. Se você ficasse doente, talvez fosse uma mensagem de forças divinas indicando seu pecado ou sua má conduta nos caminhos da vida. 

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Séculos atrás o imperador romano Rudolph II achou que o livro pertencia ao século XIII e que havia sido escrito pelo alquimista Roger Bacon. Porém, um teste de carbono feito na obra mostrou que a suposição estava errada. 

No século XVII, o alquimista Georg Baresch propôs que o pesquisador Athanasius Kircher estudasse o documento, mas ele não se interessou muito. Anos mais tarde, um amigo de Kircher adquiriu o livro e o levou para a biblioteca do amigo. Mas a obra ficou lá sem ser mexida por um longo tempo. 

Alfabetos inteiros já foram criados na tentativa de decifrar as palavras do livro. Todos eles sem sucesso. Em 2018, o cientista da computação Grag Kondrak revelou à “CNN” que havia usado um programa de computador capaz de decifrar uma infinidade de variações linguísticas para desvendar o mistério. A conclusão foi que se tratava de uma mensagem escrita em hebraico antigo. 

Se Kondrak estiver certo, a primeira linha da obra diz: “Ela fez recomendações ao padre, ao homem da casa, a mim e às pessoas.” As páginas seguintes, diz ele, eram sobre o uso de plantas farmacêuticas. O mais plausível, disseram os acadêmicos, mas toda essa mágica do computador ainda precisa ser acompanhada de múltiplas interpretações e estudos humanos. 

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Foto 1: Wiki Commons / Foto 2: Wiki Commons / Vídeo: YouTube / Foto 3: Divulgação / Foto 4: Divulgação / Foto 5: Getty Images / Foto 6: Divulgação


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