Debate

Picado por naja e preso suspeito de tráfico, Pedro exercia medicina ilegalmente, diz MP

por: Redação Hypeness

Após prisão de Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl, picado por uma cobra naja no início de julho, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) afirmou, nesta quarta-feira (29), que  exercia a medicina veterinária ilegalmente.

O estudante de medicina foi detido por crime ambiental e suspeita de tentar atrapalhar as investigações sobre um esquema de tráfico de animais. A investigação começou após o jovem ser picado por uma naja – que habita regiões da Ásia e África – e passar seis dias internado em um hospital particular do DF, sendo cinco dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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O traficante foi preso em casa, no Guará, durante a 4ª fase da Operação Snake. De acordo com a Polícia Civil, um perito médico-legista acompanhou o cumprimento do mandado de prisão para verificar suas condições de saúde.

Prática ilegal: 

O MP afirma que vídeos e fotos mostram Pedro executando uma cirurgia em uma serpente. Assim como o Ministério Público, a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) foi favorável à prisão temporária do estudante de veterinária.

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Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, acusado de tráfico de animais silvestres

Ainda de acordo com as investigações, Pedro criava a naja em casa e teria ainda a posse de outras cobras exóticas. Tudo sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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Na semana passada, o amigo de Pedro Krambeck, Gabriel Ribeiro de Moura, de 24 anos, também foi detido por suposta tentativa de ocultar provas de crimes, sendo apontado como o responsável por esconder as serpentes do colega. Durante a tarde desta quarta-feira (29), investigadores ouviram Gabriel Ribeir na 14ª Delegacia do Gama.

Segundo a Polícia Civil, os jovens são de classe média e classe média alta e “se identificavam em estudar e fazer pesquisas com animais exóticos”. Os envolvidos estudam no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (Uniceplac), no Gama.

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Nesta quarta-feira (29), a Uniceplac disse que Pedro Henrique Krambeck Lehmkuhl responderá a um procedimento administrativo na faculdade. O centro universitário afirmou ainda que criou uma comissão interna para julgar a penalidade que pode ser aplicada aos alunos envolvidos no caso.

Em nota, a instituição afirmou que não tinha conhecimento da posse ilegal de serpentes ou de quaisquer outros animais silvestres entre os alunos. “Todos os animais devem ser manipulados apenas por pessoas devidamente capacitadas e a criação e manutenção de animais silvestres devem seguir a legislação vigente”.

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Foto: Reprodução / Instagram


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