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Pressionado, time de futebol americano aceita mudar de nome após protestos antirracistas

por: Redação Hypeness

A NFL, liga de futebol americano profissional dos Estados Unidos, vai ganhar um novo time — pelo menos no nome. Após quase 90 anos desde a sua criação, o Washington Redskins finalmente anunciou que vai tirar o termo racista de sua alcunha. A palavra ‘redskins‘ quer dizer ‘peles vermelhas‘ e é usada para se referir aos índios norte americanos de maneira preconceituosa. 

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Logotipo do Washington é um índio norte americano: desenho também vai mudar.

“Após reflexão, decidimos retirar o ‘Redskins’ do nome e do logo. Dan Snyder (dono do time) e Ron Rivera (treinador) estão trabalhando para desenvolver novos nome e design que vão realçar nosso orgulho desta rica e tradicional franquia e inspirar nossos patrocinadores, fãs e comunidade pelos próximos 100 anos”, informou o clube, em nota oficial. 

A pressão para que o time mudasse de nome não é nova. Há décadas, a diretoria da equipe é incentivada a retirar o termo racista e alterar sua marca. Em 2014, senadores americanos chegaram a pedir formalmente que a NFL interviesse no assunto, mas nada efetivo foi feito. Porém, os pedidos nunca surtiram efeito eficaz sobre Daniel Snyder, dono do time de Washington desde 1999.

Daniel Snyder, dono do Washington, e Ron Rivera, técnico do time.

Foi preciso empresas como o Walmart, a Target e a Amazon, grandes varejistas do país, anunciarem que não venderiam itens relacionados ao clube para que a mudança ocorresse. A Nike também parou de vender os produtos do time após ser pressionada por investidores a cortar laços com o clube. 

A burocracia do processo deve atrasar a mudança de nome. É preciso buscar alternativas que sejam fiéis à história da equipe e que não infrinjam acordos de patentes e marcas registradas. 

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Denúncias de abuso sexual

Além da mudança de nome, o time de Dan Snyder se viu envolvido em outra questão grave nos últimos dias. Quinze mulheres que já trabalharam para o time fizeram uma denúncia conjunta em que alegam ter sido vítimas de assédio sexual e moral nos tempos em que trabalharam no clube. 

De acordo com uma reportagem publicada pelo Washington Post, na última quinta-feira (16), as situações ocorreram com homens em altos cargos do clube, de 2006 até o ano passado. As mulheres optaram por manter sigilo sobre seus nomes. Apenas Emily Applegate, ex-coordenadora de marketing do clube, aceitou revelar sua identidade. 

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“Ninguém merece ser tratada daquela forma. Ninguém merece ser desrespeitada. Qualquer uma de nós, mulheres que querem entrar em uma carreira dominada por homens, não deveria sentir medo por esperar que essas situações aconteçam”, afirmou em entrevista à NBC, rede de televisão americana. 

 

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Fotos: Getty Images


Redação Hypeness
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