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Príncipe Harry se desculpa por ‘racismo endêmico’ e se coloca como parte do problema

por: Redação Hypeness

O príncipe Harry admitiu ser parte do problema e se desculpou publicamente pelo pouco que sua geração fez para combater questões sociais, como o racismo. Casado há dois anos com Meghan Markle, com quem vive atualmente nos Estados Unidos, ele afirmou que o racismo institucional é endêmico na sociedade e que precisa ser combatido. A fala aconteceu durante a edição deste ano do Diana Awards, prêmio de trabalhos humanitários criado em homenagem à princesa morta em 1997.

“O racismo institucional não tem lugar em nossa sociedade, mas, ainda assim, ele é endêmico. O preconceito inconsciente precisa ser reconhecido sem culpa para criamos um mundo melhor para todos. Eu quero que vocês saibam que nós estamos comprometidos em sermos parte da solução e para sermos parte da mudança que vocês estão fazendo. A hora é agora”, afirmou.

Príncipe Harry admitiu que sua geração não fez muito para conter o racismo institucional.

Harry disse ainda que tem certeza que, se fosse viva, Lady Di estaria lutando pelos mesmos objetivos, já que ela nunca escolheu “o caminho mais fácil, ou o mais popular, ou o mais confortável.”

“Neste momento, nós estamos passando por situações ao redor do mundo em que a divisão, o isolamento e a raiva estão dominando, enquanto dores e traumas vem à tona. Mas eu vejo a maior esperança em pessoas como vocês. Eu estou confiante com relação ao futuro do mundo.”

“Minha mulher disse, recentemente, que a nossa geração e aqueles antes de nós não fizeram o suficiente para apagar os erros cometidos no passado. Eu também peço desculpa por não termos colocado o mundo no lugar que vocês mereciam estar”, lamentou o príncipe. 

O discurso de Harry acontece quase um mês após Meghan — que se identifica como birracial por ser filha de mãe preta e pai branco — se pronunciar sobre a morte de George Floyd durante a formatura do Ensino Médio da Immaculate Heart High, escola em que estudou em Los Angeles. 

A vida de George Floyd importava, assim como a vida de Breonna Taylor, Philando Astile e Tamir Rice”, ela disse. “Nós estamos vendo comunidades se unindo e se erguendo. Vocês vão fazer parte desse movimento!

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Fotos: Getty Images


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