Ciência

Professor prepara receitas de quase quatro mil anos descobertas em escavações e mostra resultado

por: Redação Hypeness

Publicar empreitadas culinárias nas redes sociais já era popular muito antes da pandemia. A quarentena, no entanto, fez aflorar o lado chef de algumas pessoas, entre elas, Bill Sutherland, professor de Biologia da Conservação de Universidade de Cambridge. A única diferença é que o acadêmico escolheu receitas peculiares para experimentar: pratos tirados diretamente de peças arqueológicas datadas de quase quatro mil anos atrás e vindos da Mesopotâmia.

A ideia surgiu depois de Bill ler uma publicação do pesquisador Dr. Moudhy Al-Rashid, um expert na cultura babilônica. Ele comprou um livro sobre o assunto (“Yale Babylonian Collection”) e achou que seria interessante tentar. O cardápio feito com quatro pratos resultou no que Bill chamou de a melhor refeição mesopotâmica que ele já havia provado.

O resultado do ensopado de cordeiro, a receita da Mesopotamia.

“Gastei uma hora no planejamento e mais umas duas horas cozinhando”, contou o professor, ao site “Bored Panda”, sobre as receitas de 1750 a.C. 

A experiência começou com um ensopado de cordeiro e foi relatada por Bill em uma thread publicada no Twitter. “Essa foi deliciosa e simples. Empanamos em alguns bolinhos, feitos pela Tessa, minha filha, que rendeu um molho rico. O alho poró e alho por cima deram um toque a mais”, escreveu o professor. 

O segundo prato se chama tuh’u e é feito à base de carne, sal, alho, rúcula, cerveja, cebolas, coentro, cominho e outras especiarias. “Achei que ficou lindo e saboroso. Talvez eu devesse ter cozinhado mais para desfiar melhor”, avaliou. 

O prato chamado de tuh’u no livro de receitas histórico.

Para a terceira obra prima do menu, o pašrütum, chamando de “Unwinding” no livro de receitas traduzido (algo como “desenrolado”, em tradução livre). O prato não leva carne. “Você adiciona gordura, kurrat (um tipo de alho poró), coentro, sal a gosto, alho-poró e alho. Misture a massa seca, peneire e espalhe sobre a panela antes de removê-la.

Por último, o caldo de elamita, prato originalmente conhecido como zukanda e gefito com muito alho, alho poró, coentro e leite fermentado. A receita também pedia o uso de sangue de ovelha, algo que Bill decidiu não usar. “Eu trapaceei e usei molho de tomate no lugar do sangue. É peculiar, mas deliciosa. Uma sopa saborosa!”

A peça arqueológica de onde saíram as receitas é de cerca de quatro mil anos atrás.

O caldo de elamita.

O livro que inspirou a empreitada de Bill.

O prato chamao de unwinding.

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Fotos: Reprodução/Twitter


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