Seleção Hypeness

Projetos levam alimento e amor a comunidades e pessoas em situação de rua durante a pandemia

por: Gabriela Rassy

Apesar da primeira dama do Estado de São Paulo, Bia Dória, considerar que a rua é um atrativo e que as pessoas se acomodam na situação de não ter moradia, um cidadão consciente sabe que não passa perto disso. A população em situação de rua, só na cidade de São Paulo, passou de 24 mil pessoas. Os dados do Censo de 2019, certamente defasados em relação ao período de pandemia do coronavírus, representam um aumento de 54% em 4 anos.

O estudo aponta que 85% dessa população é formada por homens de, em média, 40 anos. Nesse levantamento mostra ainda que 70% são negros e quase 400 são pessoas transgênero. Como bem disse a a arquiteta, urbanista e escritora Joice Berth em sua conta no Instagram, “Não é adequado dizer que moram, pois o morar pressupõe moradia, casa. A rua não é casa, e se alguém vive na rua não é morador é alguém que está confinado em uma situação social”.

Foto: Davidson Luna

Joice desenvolve brilhantemente seu argumento ainda falando sobre o conjunto de fatores que levam pessoas às ruas, “tais como a crise econômica, desemprego, renda, conflitos familiares, falta de moradia, despejos e reintegração de ‘posse’, falta de assistência à saúde mental, migração, saída do sistema penitenciário sem trabalho de reinserção social, dependência química e lgbtfobia”.

Ainda com essa visão deturpada de Bia, com vista para o Jardim Europa, a realidade é que muitas pessoas estão passando fome e necessidades variadas nas ruas – principalmente em grandes centros urbanos. Com o agravamento do número de casos de pessoas infectadas com a Covid-19, o comércio fechado, poucas vagas em abrigos e muitas pessoas em isolamento social, as pessoas em situação de rua ficaram largadas à própria sorte.

Sensíveis à extrema desigualdade social que assola o país, agravada e escancarada pela pandemia, muitas pessoas vêm se reunindo em projetos que distribuem alimento a quem mais precisa neste momento. Além da população desabrigada, os próprios abrigos e projetos sociais precisaram de mais doações para enfrentar esse momento. “O que a gente leva para a rua não é uma quentinha. É esperança de quem tem alguém que se importa e que ainda pode ajudá-las. Não adianta reclamar da violência e manter as periferias sem acessibilidade, sem cultura”, diz Rute Correa, idealizadora d’O Amor Agradece.

Distribuição do Sopão das Manas. Foto Mayara Azzi

Selecionamos aqui alguns desses projetos que fazem a diferença, principalmente neste ano, e que valem serem conhecidos e apoiados:

Lute Como Quem Cuida

O Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e o Movimento Sem Terra (MST) se unem para a produção de quentinhas saudáveis e saborosas oferecidas à população em situação de rua e vulnerabilidade. Uma entidade do campo e outra da cidade, ambas agentes sociais que em comum sustentam a produção da vida. Em meio à crise sanitária, social e econômica, a solidariedade é um ato de resistência. Para alimentar uma pessoa, o principal gesto possível é “oferecer uma quentinha para o outro”. O trabalho é feito em cozinhas solidárias, como a da Ocupação 9 de Julho, em São Paulo. O valor de custo de cada quentinha é R$ 10 e é possível doar uma ou quantas puder através do site oficial. Doando mais quentinhas, nos valores de R$70, R$80, R$110, R$170, R$180 ou R$200 você recebe uma lembrança da Cozinha da Ocupação 9 de Julho do MSTC ou do MST/SP Armazém do Campo como gesto de gratidão à sua generosidade. São panos de prato, copos, bonés, camisetas e aventais. Sendo um super apoiador, doando R$1.000 ou R$3.000, o grande obrigadx vai em forma de gravuras em serigrafias das lindas imagens da campanha.

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lute como quem cuida❤️alimente o outro . É com muito amor que o Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e o Movimento Sem Terra de São Paulo (MST/SP) se unem para a produção de quentinhas saudáveis e saborosas oferecidas à população em situação de rua e vulnerabilidade. . Uma entidade do campo e outra da cidade, ambas agentes sociais que em comum sustentam a produção da vida. Em meio à crise sanitária, social e econômica, a solidariedade é um ato de resistência. . Você pode alimentar uma pessoa! Para tanto, o principal gesto possível aqui é “oferecer uma quentinha para o outro” que serão feitas por cozinhas solidárias. . O valor de custo de cada quentinha é R$ 10,00. Doe uma quentinha ou quantas puder através dos nossos LINKS AQUI NA BIO ???Doando mais quentinhas, nos valores de R$70, R$80, R$110, R$170, R$180 ou R$200 você recebe uma lembrança da Cozinha da Ocupação 9 de Julho do MSTC ou do MST/SP Armazém do Campo como gesto de gratidão à sua generosidade: são panos de prato, copos, bonés, camisetas e aventais. Escolha já o seu:) . Participe também da nossa rifa, você pode levar para casa um presente especial de uma artista querida ou um artista querido ⚡️? LINK AQUI NA BIO do nosso perfil @lutecomoquemcuida . Arte: @carolshimeji Video: @pedrofalcaion @estudiomoshimoshi ✊?#lutecomoquemcuida #alimenteooutro #mstc #mst #combatecoronavírus @movimentosemterra @movimentomstc

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O Amor Agradece

Tudo começou em 2018 no quintal da produtora cultural Rute Corrêa, a Princesa Rute, como chamam os amigos. Depois de algumas edições de eventos na rua, ela percebeu que as pessoas sem moradia estavam cada vez mais violentas. No primeiro dia foram 4 pessoas distribuir as 180 quentinhas produzidas. A partir da segunda semana passou a fazer na cada de uma amiga e muitos amigos amigos começaram a participar. Foram aprendendo, evoluindo, mas a maior entrega chegou a 190 marmitas. “Só passou disso na edição de Natal, que faço uma ceia. Saem 15 carros e vai todo mundo, desde quem prepara até quem entrega e levamos brinquedos, panetone, é muito bonito”, conta.

Na primeira semana da quarentena, 9 mulheres organizava a produção. Cada uma contribuindo de uma maneira diferente, e cada uma em sua casa, entregaram 84 marmitas. Dez semanas se passaram e os braços se ampliam cada dia mais. “Não sei dizer quantas pessoas estão envolvidas hoje”, conta Princesa, aliviada. Semanalmente são entregues mais de 2500 quentinhas pela cidade de São Paulo. O projeto tomou uma visibilidade tão grande que hoje já tem frentes em todas as zonas da cidade, ajudado pessoas em situação de rua e ocupações. Virou uma corrente grande que hoje atende mais de oitenta famílias. “Quero coisas maiores, eu quero ir pra dentro das comunidades, transformar o projeto em uma ONG. Quero levar esse amor e ajuda para quem realmente não tem acesso, levar meus amigos artistas, reformar quadra, comprar computador, dar curso de discotecagem. Eu conheço muita gente e preciso pegar esse meu privilégio e transformar em privilégio pra quem não tem”, planeja Rute.

Sopão das Manas

Um grupo de mulheres, cozinheiras, artistas, produtoras e ativistas, corações enormes, solidários e angustiados. Muita gente passando fome! O projeto começou com a ideia de distribuir sopa uma vez na semana, com a meta de 300. A palavra sopa tem a sua origem semântica no sânscrito sû (significa: bem) e em pô (significa: alimentar), ou seja, sopa significa “bem alimentar”. O consumo de sopa remonta à pré-história, existem registos que consideram a sopa como o prato mais antigo do mundo. A sopa é um alimento intemporal, atravessou séculos e civilizações, mantendo-se nos nossos dias com uma enorme importância social e nutricional.

Num momento onde nada mais faz sentido a não ser a ajuda ao próximo, o grupo resolveu se unir para tentar dar um pouco de conforto através de pães e sopas calorosas e nutritivas. É possível colaborar com o sopão comprando uma rifa ou doando.

Doação em dinheiro:
Banco 260 – Nu Pagamentos S.A. Agência 0001
Conta corrente: 434574-4
Katia Lyra Geller Marques
CPF 225.267.318-44

Água no Feijão

A chef Telma Shiraishi vem realizando doação de marmitas desde o começo do período de quarentena em São Paulo. Com o fechamento de um de seus restaurantes, na Japan House São Paulo, ela teve um excedente de matéria-prima muito grande. Toda a ideia surgiu a partir daí. Telma já fazia a distribuição para pessoas em situação de rua do entorno da unidade dos Jardins, além de entregadores e motoboys que passam por eles com fome ou sem tempo para comer. O projeto cresceu e Telma começou a se engajar cada vez mais. Recentemente, ela criou o Movimento Água no Feijão, com o apoio de ONGs e lideranças da comunidade japonesa.

A captação ocorre com empresas e também com pessoas físicas – inclusive estão recebendo doações também vindas do Japão. A primeira fase do projeto arrecadou R$48 mil em uma semana, valor suficiente para a entrega de 200 refeições diárias, durante 30 dias, na comunidade de Heliópolis, na Zona Sul. A segunda fase do projeto já está em andamento. Além da entrega de 200 refeições diárias durante os meses de junho e julho, na mesma comunidade – totalizando 12 mil marmitas, o projeto está trabalhando na capacitação de cozinheiras e membros de Heliópolis para ativação também de cozinhas locais. A ideia é treinar e ensinar essas pessoas a fim de fortalecer ainda mais a comunidade.

Brasil Andar Com Fé

A campanha une artistas com intuito de gerar doações para ONGs de todo o país. O site compila organizações de nove regiões para que as doações sejam feitas diretamente. Para espalhar essa ideia, Gilberto Gil cedeu a música “Andar Com Fé” e vários artistas farão interpretações da faixa. O primeiro vídeo teve a participação de Rappin’ Hood, Fernanda Abreu e Rashid e, gradativamente, vídeos com outros artistas serão publicados, entre eles Carlinhos Brown, Elba Ramalho, Margareth Menezes e Toni Garrido. Esta relação foi elaborada por Brasil Andar Com Fé com participação dos artistas e com base em projetos divulgados nos principais veículos de comunicação do país e têm seu trabalho reconhecido pelas comunidades nas quais atuam.

Família Solidária 2020

Tudo começou através de Cida, uma nordestina porreta. A nordestina tem fama de ser guerreira e de lutar até o fim. Ela não é do tipo que desiste fácil e nem que se contenta com pouco. Se uma nordestina tem um sonho, ela logo se joga no mundo para realizá-lo. Ela é aquela que sabe bem o que deseja e faz de tudo para conseguir. A força dessa nordestina é algo de outro planeta. Ela é aquela que passa por muitos desafios, mas sempre consegue se restabelecer com um sorriso no rosto e com um coração puro.
Cida, Cidinha, Cidoca, a Margarida! Uma esposa maravilhosa, mãe de três filhas e vovó da Ana Clara, nascida no interior de Recife-PE, filha do Seu Joaquim Otávio e da Dona Virgínia, irmã de exatos 11 outros nordestinos arretados. Veio para São Paulo cedo tentar uma vida melhor, desde então, sempre trabalhando. Atualmente como diarista encontrou em seu caminho um anjo chamado @gabibrites e a junção dessas duas mulheres fortes resultou nesse projeto. Sem elas nada disso seria possível. Só que a caminhada seria pesada então boa parte desses 11 outros nordestinos arretados juntos com suas esposas e maridos, filhos e netos se uniram pra tocar esse projeto.

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Como tudo começou? Através dela @cidasilva4779 uma nordestina porreta. A nordestina tem fama de ser guerreira e de lutar até o fim. Ela não é do tipo que desiste fácil e nem que se contenta com pouco. Se uma nordestina tem um sonho, ela logo se joga no mundo para realizá-lo. Ela é aquela que sabe bem o que deseja e faz de tudo para conseguir. A força dessa nordestina é algo de outro planeta. Ela é aquela que passa por muitos desafios, mas sempre consegue se restabelecer com um sorriso no rosto e com um coração puro. Cida, Cidinha, Cidoca, a Margarida! Uma esposa maravilhosa, mãe de três filhas e vovó da Ana Clara, nascida no interior de Recife-PE, filha do Seu Joaquim Otávio e da Dona Virgínia, irmã de exatos 11 outros nordestinos arretados. Veio para São Paulo cedo tentar uma vida melhor, desde então, sempre trabalhando. Atualmente como diarista encontrou em seu caminho um anjo chamado @gabibrites e a junção dessas duas mulheres fortes resultou nesse projeto. Sem elas nada disso seria possível. Só que a caminhada seria pesada então boa parte desses 11 outros nordestinos arretados juntos com suas esposas e maridos, filhos e netos se uniram pra tocar esse projeto. Daí o nome, FAMÍLIA SOLIDÁRIA. Estamos juntos nessa desde o dia 04/05/2020 e seguiremos firmes até quando Deus permitir. COMO SEMPRE DIZEMOS: NÓS NÃO PODEMOS AJUDAR TODO MUNDO, MAS TODO MUNDO PODE AJUDAR ALGUÉM. Venha você também fazer parte disso, parte da nossa grande família solidária ❤️

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COmVIDa-20

Do coração de uma menina de 11 anos surgiu uma iniciativa que está mobilizando cidadãos, personalidades, marcas e ONGs para garantir o básico a quem mais precisa de ajuda nesse momento de enfrentamento da pandemia de coronavírus: alimentos. Manu criou um desenho, batizado de “vírus gente boa”, que nasceu sendo vetor de propagação de solidariedade através da campanha COmVIDa-20, uma iniciativa humanitária construída por pessoas em prol de um bem coletivo. Lançada em 25 de abril, a campanha, em 10 dias, alcançou a marca de 4 toneladas de alimentos arrecadados, que foram transformados em cestas básicas doadas para o Instituto da Criança.

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A fim de transformar esse momento em algo positivo, Manu, de 11 anos, criou este "vírus gente boa" para contagiar a todos! Estamos falando de uma campanha humanitária na qual todo o lucro será revertido em cestas básicas para ajudar pessoas em vulnerabilidade. COmVIDa-20 nos traz a chance de repensar o futuro do planeta e a forma como cuidamos do próximo. *Como ajudar?* Para participar desse contágio do bem, envie um kit (máscara + camiseta) de presente para um amigo. Junto com o seu presente, ele receberá uma responsabilidade extra: continuar propagando o vírus do bem! Assim como você, ele também deve escolher um amigo e presenteá-lo com o kit. Cada kit equivale a meia cesta básica Logo, a sua indicação completará a outra metade da cesta COmVIDa. Envie um kit para um amigo especial e espalhe o vírus do bem você também! Acesse: camisadimona.com.br/comvida20 *Transmita essa ideia!!!* Distribuição das cestas básicas: *INSTITUTO DA CRIANÇA* @institutodacrianca Produção do kit a preço de custo: *DIMONA* @dimona #com_vida_20

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As pessoas compram um kit formado por uma camisa e uma máscara, por R$60 (o lucro equivale a meia cesta básica), e escolhem um amigo para receber o kit de presente. O amigo que o recebe é convidado a comprar para um outro amigo querido e estimulado a dar sequência a essa corrente, garantindo a outra metade de uma cesta básica. Assim, vai se espalhando o vírus do bem.

Nós e as Escolas

Muitos estudantes dependem da escola para se alimentar. Mas, se as medidas de isolamento social implicam na impossibilidade de ir à escola, como estão se alimentando? O Atados está tocando a campanha de arrecadação, junto com o @spcontraocoronavirus, para comprar cestas básicas para mais de 2889 famílias de estudantes da rede pública de São Paulo.⁠ O projeto tem o intuito de conectar voluntários, doadores e Escolas Públicas para que juntos possamos chegar nesses estudantes e famílias e garantir que tenham o básico para enfrentar essa crise. A cada R$55 uma cesta básica é entregue na porta de um aluno da rede pública. São + de 15 escolas e + de 2.000 famílias de estudantes inscritas. As escolas ajudadas são E.E. Professor Paulo Rossi, E.E. Leda Guimarães Natal, E.E. Fernão Dias, CEI Jardim Macedônia, EMEI Roberto Burle Marx, EMEF Professor Enzo Antonio, E.E Dr. Kyrillos, EMEI Dona Leopoldina, EMEF Lilian Maso, EMEF General Henrique Geisel, EMEI Vicente Paulo da Silva, EMEF CÉU Perus, CIEJA Perus e E.E Professora Dulce Ferreira Boarin.

Projeto Semear

O Projeto Semear atende semanalmente 180 famílias, que graças ao carinho e solidariedade de tantas pessoas, tem acesso a uma alimentação saudável gratuitamente. Além de Hortifruti e cestas básicas, itens de limpeza e higiene são doados para famílias em isolamento domiciliar devido ao COVID-19, em situação de vulnerabilidade social.

Teto Brasil

Basta ter participado de uma atividade da TETO Brasil para ter certeza: a quarentena, para muitos, é um privilégio. Para se ter ideia, segundo o último levantamento do IBGE cerca de 26,6 milhões de brasileiros vivem em moradias construídas com materiais não duráveis, com pouco espaço e/ou sem banheiro. Como ficar em casa nessas condições? O que podemos fazer para apoiar aqueles que vivem em uma situação tão vulnerável durante uma pandemia?

Os integrantes da TETO decidiram sair da nossa “zona de conforto”, atualizar as definições de urgência e seguir apoiando as favelas mais precárias e invisíveis do país com o que podemos agora: alimento, água e itens de higiene. Tudo para construir uma quarentena mais justa para todos e todas.
Visando a prevenção e o bem-estar dos habitantes das comunidades, dos voluntários e voluntárias e de todos os outros setores da sociedade com os quais interagem, a TETO suspendeu as atividades massivas da organização no dia 16 de março. Mas seria impossível ficar de braços cruzados.

Com o montante arrecado eles passaram a comprar cestas básicas, galões de água e preparar um kit de higiene, com água sanitária e detergente para distribuir, com a ajuda de lideranças comunitárias, às famílias que vivem nas comunidades que já trabalham e que seguem acompanhando.

Lar dos Pequenos Heróis

O Lar dos Pequenos Heróis é uma campanha criada por quatro colegas, todos estudantes de Publicidade e Propaganda na ESPM de Porto Alegre, para ajudar a arrecadar fundos para o Abrigo João Paulo II. Com o surgimento da pandemia de Covid-19, eles viram as necessidades desse abrigo, que atualmente acolhe cerca de 220 crianças, aumentarem rapidamente, enquanto o número de doações só diminuía. Para engajar a sociedade a doar, eles criaram uma galeria de arte online, com desenhos feitos por algumas crianças do abrigo, e recriações desses desenhos feitas por artistas do país inteiro.

A temática escolhida foi a de super heróis, por estar muito presente no universo das crianças e adolescentes, criando assim uma forma de entretenimento lúdica e divertida. O tema foi proposto para as crianças como uma forma de reflexão, onde cada um tem a possibilidade de se desenhar com um superpoder para tornar o futuro melhor.  A campanha já arrecadou mais de R$ 11 mil reais e recebeu mais de 160 recriações dos 46 desenhos das crianças participantes.

O que antes era feito aos poucos, por grupos de amigos, se ampliou e multiplicou. Vale lembrar também que restaurantes e supermercados estão agora amparados pela regulamentação de doações. O plenário da Câmara aprovou, em maio deste ano, o projeto de lei 1194/2020, que autoriza os estabelecimentos a doarem alimentos e refeições, desde que estejam próprios para consumo e no prazo de validade.

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Foto de destaque: Mayra Azzi


Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.


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