Debate

Reportagem gordofóbica da Globo que viralizou mostra que muita coisa mudou desde os anos 90

por: Redação Hypeness

Uma matéria exibida pela Rede Globo nos anos 90 foi desenterrada pelo Twitter e rapidamente viralizou por causa do conteúdo assustadoramente gordofóbico. Hoje em dia, as falas do repórter César Tralli – hoje apresentador do SPTV na emissora – jamais seriam aceitas. 

Tralli era o repórter na matéria gordofóbica da Globo

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A gravação começa cheia de preconceitos no texto lido por Lillian Witte Fibe, apresentadora do telejornal entre 1993 e 1996: “Dá pra imaginar gente comum, gordinha, careca, míope ganhando um bom dinheiro pra fazer comercial de TV? Pois é, isso acontece cada vez mais”, afirmou ela, como se estivesse falando de algo ultrajante. 

Em seguida, Tralli aparece na praça de alimentação de um shopping contando a história de uma mulher “gordinha, que descobriu na feiura a sua fonte de renda”. A matéria falava sobre uma mulher que abriu uma agência de publicidade para comerciais com “gente feia” como protagonistas. 

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Na sequência, o apresentador do SP1 fez uma pergunta para uma moça magra, que estava passando no local. “Você está vendo aquela gordinha ali? Você acha que ela tem condições de fazer comercial de TV?”, ele quis saber. “Está louco? Essa gorda aí fazendo um comercial de TV?”, devolveu ela, de forma agressiva.

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A ofensividade, comum nas décadas de 1980 1990, não perdoava ninguém. A TV brasileira, na época, era um espaço que ajudou a disseminar preconceitos e esetereótipos com todos que não se adequassem ao molde de ser homem, branco, magro e bem-sucedido. As coisas, felizmente, mudaram e hoje em dia abordagens como a proposta pela reportagem exibida pela Rede Globo são chamadas de gordofobia.

Trocando em miúdos, quando seu amigo ou amiga te lembrar do tal ‘politicamente correto’ ou que ‘o mundo está chato’, apresente este conteúdo e reforçe que não se trata de perseguição, mas de lutar pelo dreito e liberdade de todas as pessoas. Independente de tudo, a diversidade deve ser respeitada. E o respeito parte não na tolerância, mas na compreensão de que não somos todos iguais. Imagine que chato seria se todos fossem como você? Até o momento, o vídeo já atingiu mais de 22 mil curtidas e 8 mil compartilhamentos. 

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Foto 1: Reprodução / Instagram @cesartralli
Foto 2: Reprodução / Twitter


Redação Hypeness
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