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Sarí Corte se torna ré no caso da morte do garoto Miguel e pode pegar 12 anos de prisão

por: Karol Gomes

Na noite desta terça-feira (14), o juiz da 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital, José Renato Bizerra, recebeu a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra a primeira-dama de Tamandaré e empresária Sarí Corte. Ela irá responder pela morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, que caiu do nono andar de um prédio de luxo na área central do Recife depois de ser deixado sozinho no elevador. 

A acusada foi denunciada por abandono de incapaz com resultado em morte, com as agravantes de cometimento de crime contra criança e em ocasião de calamidade pública. Caso seja condenada, Sarí poderá cumprir pena de até 12 anos de prisão. 

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Segundo a denúncia do MPPE, na tarde de 02 de junho, Sarí Corte Real, agindo dolosamente, teria abandonado Miguel, que estava sob sua vigilância naquele momento, nas dependências do Edifício Píer Maurício de Nassau, situado na Rua Cais de Santa Rita,  bairro de São José, ocasionando tal atitude o evento morte do menor.

A perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) no edifício constatou que Sarí colocou o menino no elevador e apertou o botão da cobertura, antes de deixar a criança sozinha no elevador. Ela não queria lidar com o choro de Miguel que pedia pela mãe, que estava a serviço da então patroa, passeando com o cachorro dela. 

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Ao sair do equipamento, o menino passa por uma porta corta-fogo, que dá acesso a um corredor. No local, ele escala uma janela de 1,20 m de altura e chega a uma área onde ficam os condensadores de ar. É desse local que Miguel cai, de uma altura de 35 metros.

Ao reconstituir a dinâmica que antecedeu a queda da criança, a perícia conclui que a morte foi “acidental, e não provocada”. O termo “provocada” é para deixar claro que Miguel não se suicidou nem foi empurrado por ninguém.

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Sarí Corte Real é ex-patroa da mãe de Miguel e esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio hacker (PSB). Mesmo com a denúncia, ela continuará respondendo ao processo em liberdade.

Na decisão sobre o recebimento da denúncia, o magistrado apontou que há “indícios de autoria e materialidade do delito, conforme se extrai do caderno policial, bem como a legitimidade do Ministério Público para propor a ação”

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A partir de agora, os advogados de Sarí terão dez dias para apresentar sua defesa. O magistrado também determinou que a defesa apresente documentos e justificações, especificando as provas pretendidas e indicando testemunhas. 

Não apresentada a resposta no prazo legal, ou se a acusada citada não constituir defensor de imediato, os autos serão encaminhados à Defensoria Pública. Após isso, os autos voltarão para análise do juiz, que marcará a audiência de instrução e julgamento.

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Foto 1: Reprodução / TV Globo
Foto 2: Arquivo Pessoal


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

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