Sustentabilidade

10 ativistas veganas, negras e brasileiras para seguir e se inspirar

Redação Hypeness - 17/08/2020

Mulheres negras, veganas, brasileiras e criadoras de conteúdo que dedicam tempo e trabalho ao ativismo em prol de uma alimentação mais saudável, consciente e sem crueldade. Foi a partir desse perfil que o site “Vegpedia” selecionou 50 ativistas para seguir, se inspirar e acompanhar no Instagram.

Apesar de cada vez mais popular entre pessoas de diversos contextos e classes sociais, ainda existe a mística de que o veganismo é um estilo de vida caro, seleto e próprio da elite branca. Contudo, inúmeros produtores de conteúdo de fora desse padrão vêm mostrando que é possível, sim, eliminar produtos de origem animal do cotidiano de maneira acessível e sem grandes sacrifícios financeiros.

– Vegano Periférico: perfil no Instagram mostra que dá para ser vegano gastando pouco

– ‘Veganos Pobres Brasil’ compartilha receitas de baixo custo sem ingredientes de origem animal

Segundo a curadoria da “Vegpedia”, mulheres são as protagonistas das movimentações pelo veganismo negro no país e não poderiam deixar de receber uma lista de indicações só para elas.

Então, se você está interessado ou interessada em eliminar carne e afins do seu cardápio, mas ainda não ouviu ou leu o suficiente sobre o assunto, prepare o botão “seguir” e acompanhe o feed das dez influenciadoras abaixo.

Natály Neri

Dona do canal “Afros e Afins“, no YouTube, Natály Neri aborda assuntos relacionados à moda consciente, veganismo, questões raciais e de gênero, sustentabilidade, beleza e comportamento.

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?feliz veganiversário pra mim ? dezembro é o mês em que deixei de comer carne e agora completo 4 anos! 4 anos desde que tomei a melhor decisão pra minha vida, pros animais e pro meio ambiente! Esse mês não é só meu quarto aniversário no vegetarianismo, é um mês ainda mais especial porque também completo um ano desde que decidi sair da minha zona de conforto, cortar também ovo e leite e iniciar uma caminhada rumo ao veganismo! Fim de ano geralmente me enche de energia de mudança e transformação, uma necessidade de limpeza e desintoxicação de coisas que não me servem mais, de coisas ruins pra mim e pro mundo quando falo sobre carne. Eu não tenho um dia específico nesse mês de aniversário porque foi um processo anterior de redução até chegar dias antes da ceia e ver o investimento da minha família em peru, chester e coisas que nem havia tanto dinheiro pra comprar. Negar o massacre animal que são as festas de fim de ano e me forçar a cortar de vez a dependência emocional que eu tinha de carne foi o que fez dezembro ser o momento em que coloquei um ponto final no meu antigo carnismo. Passar a ceia comendo arroz,feijão, lentilha e vinagrete fez meu primeiro natal sem carne ser o melhor de todos. Se tem vontade, se pensa sobre isso, esse é o momento. Começa seu 2019 limpo, sem sangue ou pedaços animais entre seus dentes e no seu corpo. Vamos fazer aniversário juntos ??

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Mari Morena

Também presente no YouTube com um canal homônimo, Mari Morena fala sobre “autoestima, cabelo crespo e cacheado, beleza, moda, sexualidade (LGBT) e veganismo”. Ela tem resenhas e dicas incríveis sobre produtos capilares e veganos!

Camila Botelho

Chef de cozinha formada em Gastronomia pela Universidade IBMR do Rio de Janeiro, Camila Botelho compartilha diversas sugestões para uma culinária 100% vegetal.

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Veganismo negro, isso existe? Bom, não gosto de rótulos e não estou aqui para criar nomenclaturas, já falei um pouco sobre isto e venho trazer mais reflexões. A questão é 54% da população brasileira se considera negra, e em sua maioria são menos abastados, por isto, com uma condição da qual acredita não poder ser vegano. Porque? Mídias embranquecem o veganismo e mostra como uma dieta da moda. Pelo contrário, veganismo e saúde, descolonização de corpos é política e muito acessível. O que falta para muitos é serem informados disto. Agora, porque não vemos negros veganos? Além de informação que não chega nas periferias, falta empatia com a causa. Porque? Não nos sentimos representados e vemos como um movimento elitizado e embranquecido. Vemos alguns comparando a causa com a escravidão, uma comparação compreensível ao meu ponto de vista quando me coloco no lugar do outro, mas também gostaria que se colocassem em nosso lugar. Esta comparação faz com que perdemos a empatia pela causa! Se você quer que mais pessoas se tornem veganas independente de raça precisa entender que para um carnista negro, com uma história onde seus antepassados foram tratados como animais, para ela esta comparação é um desrespeito a sua cultura e história. (Eu sei que o seu intuito não é este) Não queremos perder nossas raízes e histórias gastronômicas, então precisamos trazer mais amor e tentar mostrar que não precisamos perder nossas raízes e culturas para isto. Vou parar por aqui, quero saber a opinião de vocês! E aí, oque você pensa? #negrosvegano #veganismonegro #chefcabotelho #plantbased #alimentacaonatural #svbreceitas

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Samanta Luz

O feed da Samanta Luz é um dos exemplos da acessibilidade possível da alimentação vegana, cheio de dicas de receitas simples e aplicáveis no dia a dia.

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É caro ser vegan? Dando uma pesquisada no preço da carne, me deparei com a média de R$21,50 o kg de uma carne considerada de baixa qualidade. E pagando esse valor no kg da carne, escuto pessoas falando o tempo todo que não são veganas ainda porque é caro. . . . ____________________ Vou te contar uma coisa, veganismo é muito mais acessível do que você pensa. Aliás eu consigo gastar R$50,00 na semana para duas pessoas e comer bastante! Em uma semana isso mesmo, 1kg de carne dá para quantos dias? Então ser vegano é caro? Com 50 reais eu como alimentos coloridos, muito mais nutritivos que a carne, alimento vivo que é o que você precisa para ter uma saúde melhor, diminuir o risco de colesterol, diabetes, contribuir com meio ambiente, fazer sua parte para diminuir a matança dos animais e por aí vai. . . . Agora você pode falar o que for do veganismo, só não venha falar que é mais caro que o bife que você compra. . . . Se você pensa mesmo em mudar seus hábitos, comece agora sem desculpa! Amanhã começamos nosso desafio #vegan7dias ❤️

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Leyllah Diva

Drag queen, compositora, dançarina, atriz e vegana, Leyllah Diva é uma das defensoras de cosméticos sem crueldade.

Maria Elisa

Baiana e administradora do perfil “Adolescente Vegana” no Instagram, Maria Elisa compartilha receitas possíveis sem carne em um feed supercolorido e diversificado.

Carla Candace

É difícil não sentir água na boca com a variedade de cores e sabores compartilhados pelo perfil de Carla Candace, comunicadora social vegana que compartilha receitas sem derivados animais e de baixo custo.

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Quase sempre me perguntam o porque de continuar sendo vegana, mesmo sabendo que nem todo mundo vai parar de consumir animais, essa pergunta me intriga por dois motivos: Eu não acredito, nem tenho pretensão nenhuma de transformar o mundo inteiro em vegano, e também eu não vou deixar de fazer o que eu acredito pra me encaixar no que é normalizado por essa sociedade. Apenas UMA pessoa vegana poupa anualmente a vida de em média 371 á 582 animais, o que dá uma economia de mais ou menos 8 milhões de litros de água, e muito, muito menos sofrimento. Uma pessoa vegana, pode influenciar apenas com seu exemplo várias pessoas ao seu redor que jamais pensaram no sofrimento animal, que nunca ouviram sobre essa indústria assassina de uma forma didática e empática. Eu prefiro sempre acreditar que assim como uma andorinha só faz verão, um vegano muda seu mundo, e o mundo ao seu redor. No prato: Repolho roxo refogado, arroz com cenoura, espinafre refogado, casca de batata frita, tomates cereja com salsa, e burguinhos de quibe. . . . . . . . . #vegan #foodvegan #veganismosocial #igvegan #veganaesemgrana #veganpower #veganismobarato #veggie #veganapreta #veganismo #vegana #pobreevegana #govegan #vegetariana #semanasemcarne #pobrevegan #vegetarian #hamburguervegano #comidavegana #veganismosimples #foodporn #rangovegano #semlactose #bahia #itacaré

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Luciene Santos

“Sapatão, periférica, afrovegana, estudante e estagiária de Direito” é como Luciene Santos se apresenta no Instagram, em que também divulga receitas, sugestões e vivências dentro do movimento vegano.

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Resumidamente, me tornei vegana após assistir um vídeo sobre abate de animais, não passei pelo processo de transição. Após assistir esse vídeo e alguns outros, me livrei de todos os alimentos de origem animal e derivados que tinha em casa e quanto ao restante fui me informando e me adaptando. Entrei em boa parte dos grupos veganos e vegetarianos do facebook e fui me informando por lá e com pesquisas no Google. Só que não sou "apenas" uma pessoa vegana, também sou uma pessoa negra que vive numa sociedade racista em que muitos brancos são racistas o tempo todo, querendo ou não, percebendo ou não. Com o tempo acompanhei nesses grupos debates sobre religiões de matriz africana que, muitas vezes, por parte de alguns integrantes, estava mais para destilação de racismo e intolerância religiosa do que debates de fato. Então senti a necessidade de encontrar pessoas como eu, veganos pretos. Felizmente os encontrei. Hoje a maioria dos veganos que acompanho aqui nas redes são pretos e/ou de periferia. Ser uma pessoa negra dentro do movimento vegano me ensinou que não preciso me desgastar em debates sobre religiões de matriz africana com pessoas que são visivelmente racistas, que acham que umbanda e candomblé matam cachorros e gatos e os jogam nas encruzilhadas. Me ensinou que muitas pessoas como eu querem parar de colaborar com a exploração animal e destruição do planeta e que elas precisam que eu, assim como os veganos pretos fizeram comigo, mostre que não é preciso ter a vida do vegano rico e branco para ser vegano. Me ensinou que diferente do que eu falava quando comia carne, "meus ancestrais não inventaram a caça para eu comer alface", os meus ancestrais na verdade cuidavam da terra e dela tiravam seus alimentos, tinham dietas em que as plantas eram uma parte essencial. Me mostrou que se eu quero ensinar que o veganismo pode ser acessível e é uma forma de lutar contra o sistema não posso ensiná-lo da mesma maneira para pessoas que vivem realidades muito diferentes. Que os devidos recortes precisam ser feitos em respeito à história das pessoas e de seus ancestrais. (Continuação nos comentários)

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Caroline Costa

Diretamente da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, Caroline Costa divide ideias veganas e deliciosas em um feed lindo e que inspira a criatividade.

Thallita Xavier

Na bio de Thalita Flor, chef executiva de um buffet de gastronomia vegana, lê-se: “Atriz, palhaça, cozinha, antiespecista e favelada!”

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