Inspiração

5 exercícios práticos para construir a autoaceitação, que não é fácil mas é fundamental

por: Veronica Raner

A velha máxima que diz que seu pior inimigo é você mesmo parece clichê, mas é difícil rebate-la se a gente parar para pensar com cuidado. As ideias de amor próprio, de autoaceitação e de uma autoestima saudável estão atreladas a boa parte das decisões que tomamos ao longo da vida. “Será que sou boa o suficiente?”, “Não sou capaz de cumprir essas tarefas?”, “Por que nunca serei tão boa quanto o outro?”. As perguntas que colocam o nosso próprio eu à prova são muito mais numerosas do que as respostas que encontramos para tentar contornar esse tipo de pensamento. 

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É mais fácil amar o outro do que se olhar no espelho e se reconhecer como alguém apto, seja para um relacionamento, para um emprego ou especialmente para você mesmo. Mas não se acanhe, você não é a única pessoa no mundo que passa por essas crises pessoais. Há muita gente por aí que sente o mesmo, muito mais até do que você pensa. Aqui vão 5 dicas para construir uma auto aceitação saudável e entender que antes de amar o outro, a gente precisa amar aquela pessoa que a gente vê no espelho. 

Pare de se comparar

Dica número um e não é à toa. O principal passo da auto aceitação é entender que todos nós somos pessoas diferentes com características únicas que nos fazem ser quem nós somos. Parece papo filosófico (e pode até ser), mas é fundamental para entender que cada pessoa no mundo tem seu próprio momento e sua própria forma de experimentar e vivenciar diferentes situações. Fuja de métodos pré pensados, generalismos, soluções milagrosas. Valorize aquilo que você é. Valorize quem você é e tudo aquilo que faz de você, você. Se fosse qualquer centímetro diferente, não seria tão bom. 

Não seja tão dura com você

Se perdoar e se amar são dois passos fundamentais para a auto aceitação. É preciso entender que ninguém é totalmente perfeito ou imperfeito. Você não é só as suas qualidades, mas também não é só os seus defeitos. Entenda que você, como qualquer ser humano, também vai ter momentos que não sairão como deveriam. A notícia ruim é que você vai errar muitas vezes. A notícia boa é que todas as pessoas do mundo (sem tirar uma sequer) fazem o mesmo. Entenda que todos nós erramos e somos falhos. Saber lidar com isso de forma consciente, e não autopiedosa, é o melhor remédio. Como diria Mahmundi, “abre o sorriso e vai!”. 

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Se afaste daquilo que te faz mal

As redes sociais aproximam a gente de pessoas que não estão tão presentes no nosso dia a dia. Mas ela também nos traz recortes de realidade que não representam a totalidade daquilo que de fato existe. Se afaste de perfis que te façam se sentir mal. Isso não quer dizer que aquela pessoa, conhecida ou não, seja alguém ruim. Mas você precisa aprender a se respeitar e entender aquilo que desperta gatilhos. Isso vale também para a vida real: se afaste de amizades tóxicas, de pessoas que te fazem se sentir humilhadas e menores. 

A partir do momento que aprendemos a estabelecer limites para como a opinião do outro nos influencia, seremos mais generosos com as nossas próprias personas. Se afastar daquilo que te faz mal é a maior prova de amor próprio que você pode se dar. 

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Procure ajuda

Reconhecer que você precisa de apoio não é demérito nenhum. Entender onde e como somos vulneráveis é um passo primordial para o amor próprio. Se você puder, procure um especialista que te oriente de acordo com as suas necessidades. Psicólogos, terapeutas e psiquiatras não são bichos de sete cabeças, muito pelo contrário. São pessoas que tem conhecimento científico para te mostrar ferramentas que talvez você tenha dificuldades de enxergar. Não há o menor problema em reconhecer isso. Inclusive, se pudéssemos dar um conselho para a humanidade, não seria só “usem filtro solar”, mas também “façam terapia”.

Saiba quem você é

É improvável que qualquer pessoa que tenha passado pela Terra tenha atingido a totalidade do autoconhecimento. Mas se conhecer é um passo importante no caminho para a autoaceitação. Perceba como você funciona diante de situações semelhantes, sejam elas boas ou ruins. Entender os processos mentais que acontecem com a gente permite que antecipemos certas atitudes responsivas. E não há nada mais satisfatório do que compreender padrões de comportamento e pensar como podemos ser melhores para nos mesmos quando situações semelhantes acontecerem novamente. Saiba quem você é, entenda onde mudar para o seu próprio bem e daqueles que estão com você — e se ame desse jeitinho. 

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Fotos: Unsplash


Veronica Raner
Jornalista em formação desde os sete anos (quando criou um "programa de entrevistas" gravado pelo irmão em casa). Graduada pela UFRJ, em 2013, passou quatro anos em O Globo antes de sair para realizar o sonho de trabalhar com música no Reverb. Em constante desconstrução, se interessa especialmente por cultura, política e comportamento. Ama karaokês, filmes ruins, séries bagaceiras, videogame e jogos de tabuleiro. No Hypeness desde 2020.


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