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Camila Pitanga revela malária e faz post para exaltar o SUS; doença pode matar e requer cuidados

por: Karol Gomes

Camila Pitanga usou as redes sociais para contar aos fãs que ela e Antônia, sua filha, testaram positivo para malária. Além de falar sobre a descoberta da doença, a atriz elogiou a equipe médica formada por mulheres e responsável por seu atendimento, que aconteceu todo no Sistema Único de Saúde (SUS).

Camila disse que estava tendo picos de febre e que uma amiga suspeitou que a alta temperatura poderia estar associada com o local escolhido pela atriz para cumprir o isolamento social contra o novo coronavírus. Ela e a filha buscaram refúgio em uma zona de Mata Atlântica no litoral de São Paulo. 

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“A suspeita era malária, doença muito rara, e não há melhor lugar para você ser tratado do que a rede SUS, local de referência e excelência para doenças endêmicas. No HC [Hospital das Clínicas], fui prontamente atendida por uma mulherada. Sim, uma equipe 100% de mulheres fantásticas”, relatou a artista.

Camila Pitanga elogiou a equipe médica que a atendeu no Hospital das Clínicas, toda composta por mulheres

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Em sua publicação no Instagram, Camila confirmou que os exames apontaram positivo para malária para ela e a filha: “Uma doença que ainda existe, é curável, mas precisa de cuidados”, destacou. E ela está certa em alertar. 

Malária segue um problema real no Brasil 

Estima-se que 2017 tenha registrado 219 milhões de casos e  435 mil mortes pela doença no mundo. A população mais vulnerável são crianças menores de 5 anos de idade, representando 61% dos óbitos. No Brasil, em 2018, foram notificados, em todo o país, 194.271 casos da doença. Em 2017, o número registrado foi de 194.426 positivos. 

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A atriz mostrou sua ficha médica no Instagram

A malária é transmitida por meio da picada de fêmeas do mosquito Anopheles infectadas pelo protozoário Plasmodium. E, no ano passado, do total de casos autóctones na região Extra-Amazônica, um terço foram registros com infecção nas áreas de Mata Atlântica. 

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Camila também destacou a rapidez e a praticidade no tratamento totalmente gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Faço cá meus votos de gratidão a todas e todos agentes de saúde, que além de estarem na trincheira nessa luta contra a covid-19, estão atendendo inúmeras outras demandas com seu profissionalismo em meio a condições e incertezas muito grandes”, completou a atriz.

Confira a publicação feita por Camila Pitanga no Instagram: 

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Foram 10 dias de muito sufoco. Entre picos de febre alta, calafrios e total incerteza. Havia a sombra da possibilidade de estar com covid-19. Somente no domingo recebi o resultado negativo do meu PCR. Mas no lugar de me aliviar, permanecia a agonia pois eu não fazia ideia do que eu poderia ter. Estava à deriva. Pois bem, uma amiga minha suspeitou que esses picos de febre associados ao fato de estar em isolamento social numa zona de Mata Atlântica no litoral de SP, podia ser malária. Fui indicada a conversar com dois infectologistas. Os dois extremamente generosos em falar comigo num domingo já de noite. Dr Luiz Fernando Aranha e o Dr André Machado. Agradeço ao último pelas orientações que me levaram ao Hospital das Clínicas da USP. Uma vez que a supeita era malária, doença muito rara, não há melhor lugar para você ser tratado do que a rede SUS, local de referência e excelência para doenças endêmicas. No HC, fui prontamente atendida por uma mulherada. Sim, uma equipe 100% de mulheres fantásticas do laboratório da Sucen. Faço questão de dar seus nomes: Drª Ana Marli Sartori, Drª Silvia Maria di Santi, Drª Dida costa, Drª Simone Gregorio, Drª Renata oliveira e tão importantes quanto, as agentes de saúde Cida Kikuchi e Gildete Santos. Todas foram extremamente profissionais, eficientes e gentis. Bom, os resultados dos exames sairam dando positivo para malária. Eu e minha filha. Uma doença que ainda existe, é curável, mas precisa de cuidados. O tratamento é gratuito. Faço cá meus votos de gratidão a todas e todos agentes de saúde, que além de estarem na trincheira nessa luta contra a covid-19, estão aí atendendo inúmeras outras demandas com seu profissionalismo em meio a condições e incertezas muito grandes. É de suma importância valorizar a existência desse sistema de saúde que cuida de tanta gente, principalmente dos que não tem condições de pagar um plano de saúde. Estamos num país onde uma doença matou mais de 100 mil pessoas em poucos meses. Esse número poderia ser o triplo ou mais se não fosse o SUS. A catástrofe seria ainda maior. Muito obrigada e parabéns a todas e todos os profissionais de saúde desse país!!!

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Fotos: Reprodução / Instagram


Karol Gomes
Karol Gomes é jornalista e pós-graduada em Cinema e Linguagem Audiovisual. Há cinco anos, escreve sobre e para mulheres com um recorte racial, tendo passado por veículos como MdeMulher, Modefica, Finanças Femininas e Think Olga. Hoje, dirige o projeto jornalístico Entreviste um Negro e a agência Mandê, apoiando veículos de comunicação e empresas que querem se comunicar de maneira inclusiva.

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