Arte

Este mural na Polônia tem o poder de purificação do ar equivalente a 720 árvores

por: Vitor Paiva

Todos sabemos que a arte salva, e é capaz de melhorar o mundo em maneira profundas. Mas se em princípio tal máxima apresenta seu sentido concreto a partir de uma salvação ou de uma melhora metafórica, o mural idealizado pelos artistas poloneses Maciek Polak e Dawid Ryski e realizado pelo coletivo de muralistas Good Looking Studios para um imenso paredão em Varsóvia tornou tal metáfora em algo literal: a tinta utilizada no mural é capaz de purificar o ar ao redor. Segundo os realizadores, o efeito do mural na capital da Polônia equivale a 720 árvores.

Intitulado “Create Together For Tomorrow” (Criando Juntos Pelo Amanhã, em tradução livre), o projeto é uma realização dos artistas supracitados a partir de organização da Converse, como parte da campanha ambiental Converse City Forests, da marca. O mural foi produzido utilizando uma tinta fotocatalítica, capaz de absorver e remover substâncias poluentes através da incidência de luz. O Dióxido de Titânio, espécie de filtro químico presente na tinta utilizada, atrás poluentes do ar para em seguida converter em nitrato inofensivo ao meio-ambiente através do processo químico provocado pela luz do sol.

Trata-se, portanto e em resumo, de uma tinta que purifica o ar.

O mural foi realizado na parede lateral de um edifício localizado próximo a uma das mais populares estações de metrô de Varsóvia, e mostra uma porção de flores sorridentes surgindo imensas por entre edifícios – metaforicamente como faz a própria tinta do mural entre os prédios locais. A frase que dá título ao projeto também foi escrita, e para os realizadores trata-se também de uma boa mensagem para receber de volta a população quando enfim a pandemia da Covid-19 for de vez embora.

Varsóvia é a segunda cidade a receber o projeto, depois de Bagkok, na Tailândia, e definitivamente não será a última. Segundo a Converse, novos murais serão realizados com a mesma tecnologia ambiental em Belgrado, Lima, Sidney, Jacarta, Manila, Johanesburgo, Melbourne, Bogotá, Cidade do Panamá e São Paulo – equivalentes, quando prontos, a novas 3 mil árvores espalhadas pelo mundo.

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© fotos: Good Looking Studios/Divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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